Programa de Aquisição de Alimentos de Teixeira é destaque na Bahia

PAA auxilia desde a agricultura familiar até entidades filantrópicas. Foto ilustrativa

Começou na segunda, 16 de abril, e vai até novembro, o período de execução do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) em Teixeira de Freitas.

Segundo a Coordenação do Programa na cidade, este ano o PAA perdeu mais uma vez dinheiro em recurso: ano passado, o Governo Federal destinou R$ 696 mil, este ano, R$ 500 mil. Conforme Katiane Rosa, coordenadora do PAA, o montante é para atender 70 produtores, de acordo às determinações do Governo Federal, mas, hoje, Teixeira tem 145 produtores inscritos e a fim de não realizar cortes, o secretário de Agricultura, Dori Neves, se reuniu com o Conselho, que deliberou destinar um valor menor por cadastrado ao invés de reduzir o número.

No ato do cadastramento, o produtor recebe um cartão com o qual ele poderá sacar seus valores, que, anualmente, tem uma cota, em 2018, devido à redução dos recursos vindos de Brasília e a decisão de se trabalhar com um valor menor em dinheiro e mais produtores, cada um dos agricultores receberá pouco mais de R$ 3.400. “O conselho deliberou que trabalhasse com um número maior de produtores e um valor menor em dinheiro, visto que o PAA não é um programa para se viver dele, é para que venda ao PAA o excesso da produção que ele não conseguiu vender pro comércio, na feira”, explica Katiane.

Ontem foi o primeiro dia de recebimento de produtos. Foto Foco no Poder

Em média, são comprados 131.8 mil kg de alimentos nas mãos destes produtores, e os itens incluem frutas, folhagens, legumes, grãos, cebolinha, maracujá, laranja, biscoito voador, chimango, beiju de coco, bolo etc., perfazendo um total de 58 tipos de produtos.

Esses alimentos atenderão 30 entidades, dentre elas, órgãos estaduais, municipais, entidades filantrópicas, igrejas que distribuem cesta básica, sopão etc., todas que realizam um trabalho social voltado para a erradicação da fome, porque o PAA está diretamente ligado ao Fome Zero. As 30 entidades são responsáveis pelos cadastramentos das famílias. “Cada uma é responsável por cadastrar as famílias que estão necessitando de alimentos. A nossa ponte, nosso acesso são as 30 entidades, as quais fazem um levantamento das famílias no bairro ou território e encaminham esse cadastro pra gente”, relata.

Secretário de Agricultura Dori Neves. Foto Lenio Cidreira/OSollo

Para tudo que é vendido é gerada nota fiscal e o valor é pago diretamente na conta do produtor, direcionado pela Secretaria de Agricultura. O titular da pasta, Dori Neves, elogiou toda a dinâmica do programa, dentre outros motivos, por seu potencial de ir de uma ponta a outra, no sentido de que envolve vários agentes e todos são beneficiados. Ele também cita o fato de que todo recurso fica em Brasília, o município é quem possibilita que o programa seja executado, através da Secretaria de Agricultura, que vai liberando os valores conforme os produtores vão vendendo. De acordo ao secretário, “é por isso que alguns prefeitos não apoiam o programa”, mas, o prefeito Temóteo Brito deu todo apoio para equipar o PAA em nosso município.

Dori conta que dos 13 municípios do Extremo Sul, apenas três têm o programa, sendo que este ano, somente em Teixeira ele está em execução. O município é destaque na Bahia e no Brasil, sendo referência quanto à plena execução do PAA, por isso, conseguiu em tempo recorde ter a aprovação das contas do ano passado pelo governo federal e a rápida liberação do PAA este ano. Sucesso que Dori atribui à agilidade e eficiência de sua equipe. “Estamos felizes porque o governo aprovou as contas do ano passado e aprovou em tempo recorde, e liberou para aquisição e estamos iniciando as entregas nas entidades”, disse Dori.

 

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