Profissional adverte sobre os riscos da febre aftosa

Febre Aftosa: ainda é preciso vacinar !!!

A Febre Aftosa constitui uma das principais restrições comerciais aos produtos agropecuários em todo o mundo. A partir da década de 60 o Brasil implantou uma política de combate a Febre Aftosa, estabelecendo os Grupos Executivos para a Erradicação da Febre Aftosa, sendo na Bahia denominado GERFAB, cuja sede da administração central era sediada em Itapetinga.

Ao longo dos anos, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA vem desenvolvendo estratégias para a manutenção e ampliação das áreas livres da Febre Aftosa como parte do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa – PNEFA. As Agências Estaduais e Defesa Agropecuária executam as ações de vigilância epidemiológica, através do controle e fiscalização do trânsito de animais.

O MAPA define o cronograma e as estratégias de vacinação para todo o país.

Desta forma, cabe salientar que o Estado da Bahia participa no contexto nacional, fazendo parte da área brasileira considerada livre de Febre Aftosa com vacinação pela Organização Mundial de Saúde Animal – OIE. Atualmente, o estado tem como estratégia a vacinação maciça de bovinos e bubalinos duas vezes ao ano (maio e novembro).

Devida sua localização geográfica, a Bahia apresenta uma região de risco denominada Zona Tampão, por fazer divisa com estados ainda não reconhecidos como livres de Febre Aftosa (Piauí e Pernambuco). Nesta área são adotadas medidas específicas de viglilância com restrições ao trânsito de animais. A partir da evolução dos demais estados da Região Nordeste e conseqüente extinção da Zona Tampão, espera-se que a Bahia tenha perspectivas de modificação de suas estratégias de vacinação, podendo reduzir a carga vacinal de animais adultos, ou seja, bovinos e bubalinos acima de 24 meses poderão ser vacinados uma vez ao ano e posteriormente, a partir de resultados satisfatórios de avanço do Programa, espera-se até mesmo a suspensão da vacinação, a exemplo de Santa Catarina, único estado brasileiro reconhecido como livre da Febre Aftosa sem vacinação.

Portanto, cabe ainda ao criador baiano o compromisso de vacinar todo o seu rebanho até o último dia deste mês de novembro, fazendo a sua declaração junto à ADAB no decorrer de 15 dias após o término da campanha.

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