Por que família não visita transsexual Suzy? Saiba o crime que ela cometeu

Dr. Drauzio Varella abraça trans durante reportagem. Foto reprodução

Após repercussão da matéria do Fantástico, na rede Globo, dando visibilidade à situação em que vivem as transsexuais nos presídios do Brasil, houve uma forte comoção nacional em torno do caso da Suzy, que não recebe visita da família há oito anos.

O médico Drauzio Varella, que apresentou o Especial, também se comoveu com a história e abraçou a transsexual em determinado momento. Desde que a reportagem foi a ar, Suzy recebeu 234 cartas, 16 livros, duas bíblias, maquiagens, chocolate, envelopes e canetas.

Mas, no domingo, 8 de março, o assunto ganhou outra roupagem, quando o site ‘Antagonista’ fez matéria sobre o crime cometido por Suzy, cujo nome de batismo é Rafael Tadeu de Oliveira dos Santos.

Presa desde 2010, Suzy teria sido condenada por homicídio triplamente qualificado e estupro de vulnerável, por estuprar e estrangular um garoto de 9 anos. Ela deixou o corpo da criança apodrecer em sua sala por 48 horas. O pai foi avisado pelo próprio assassino que o corpo putrefato fora deixado à sua porta.

Juízes criminais levantaram a ficha de Rafael Tadeu de Oliveira dos Santos e, segundo o processo ao qual o Antagonista teve acesso, “o revisionando praticou atos libidinosos consistentes em sexo oral e sexo anal com o menor Fábio dos Santos Lemos, que à época contava com apenas 09 anos de idade”.

Em sua sentença de maior condenação, diz: “matou o ofendido mediante meio cruel, consistente em asfixia, e se valendo de recurso que impossibilitou a defesa da vítima, haja vista tratar-se de criança, com mínima capacidade de resistência.”

Ainda conforme a matéria, replicada por diversos sites nacionais, a família, desta forma, não visita Suzy ou lhe envia cartas porque teria a renegado dada à gravidade do crime cometido; não tendo quaisquer ligações com o fato de ela ser trans.

Na sentença, uma tia da transexual disse que Suzy falou, certa vez, com naturalidade de um de seus crimes, cometidos desde a adolescência: “contou como ele fez numa casa com uma criança que ele estuprou em São Paulo, não sei onde”, e mais: “entrou na casa para roubar, subiu as escadas e a criança estava no quarto deitada, não sei bem e ele entrou, fechou a boca da criança e contou tudo, normal como eu estou contando.”

O Antagonista disponibiliza a suposta sentença de Suzy, acesse AQUI.

Após ser atacado por sua postura frente ao relato de abandono da trans, dr. Drauzio Varella, pelo Twitter, divulgou nota em que afirma ser médico, não juiz.

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