Policiais que participaram da greve da categoria na BA são soltos, diz PM

Policiais soltos são de Itabuna, Paulo Afonso e Jequié, afirma Polícia Militar.

Seis policiais militares que estavam presos sob suspeita de motim durante a greve da categoria em fevereiro deste ano, foram soltos no início da noite desta quinta-feira (8), em Itabuna, na região do estado. De acordo com a assessoria da Polícia Militar, a Justiça expediu o alvará de soltura e encaminhou à PM.

Ainda segundo a Polícia Militar, foram cumpridas ordens de soltura também nas cidades de Jequié, no sudoeste do estado, e em Paulo Afonso, na região norte. A PM ainda não tem o número exato de policiais que foram soltos, suspeitos de motim durante a greve .Gratificação da PM

Os deputados estaduais aprovaram por unanimidade o projeto de lei 19.702/2012 que prevê reajuste de 6,5% ao salário dos servidores, inclusive policiais militares e bombeiros, além do pagamento das Gratificações por Atividade Policial (GAP) 4 e 5, principais pontos de protesto da categoria no período da greve da na Bahia. A sessão foi aberta na terça-feira (6), na Assembleia Legislativa da Bahia, e foi encerrada na quarta-feira (7).

Nenhuma das 26 emendas protocoladas por deputados da oposição ao projeto apresentado pelo Governo foi acatada, de acordo com o deputado Carlos Geilson (PTN-BA). Apenas parte do inciso III do artigo 8°, que dispõe sobre decisão de conceder a GAP apenas aos policiais escolhidos pelos seus hierárquicos, foi modificada. O critério para recebimento da gratificação será de desempenho coletivo para a corporação.

Greve

O movimento da PM na Bahia começou parcialmente no dia 31 de janeiro e durou 12 dias. Após assembleia, realizada no dia 11 de fevereiro, policiais militares decidiram encerrar a greve. A desarticulação total do movimento aconteceu a cinco dias do início do carnaval de Salvador. O grupo que participou do encontro havia insistido na manutenção da greve mesmo após desocupação da Assembleia Legislativa e da convocação oficial do governo do estado para o retorno imediato ao trabalho.

A decisão na noite de sábado contou com a mediação do deputado estadual Capitão Tadeu Fernandes. Segundo ele, o principal argumento utilizado com os líderes do movimento foi a garantia dada pelo governo de não aplicar punições administrativas aos policiais que não retornaram ao trabalho.

Após a assembleia, o comandante geral da Polícia Militar, coronel Alfredo Castro, e o secretário de Comunicação do Estado, Robson Almeida, receberam a imprensa para fazer comunicado oficial sobre a manutenção da proposta do governo com relação ao reajuste de 6,5% e o pagamento escalonado das gratificações.

 

Fonte: Lilian Maques\G1

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