Plano de Parto é oficialmente apresentado na Rede Cegonha

Plano de Parto é oficialmente apresentado na Rede Cegonha. Fotos: Ascom

A Secretaria de Saúde de Porto Seguro tem implementado atuações contínuas na rede pública do SUS, tornando-se referência nas esferas do planejamento reprodutivo e atenção humanizada à gravidez, ao parto e pós-parto, por meio das relevantes estratégias de estruturar e organizar a assistência integral das mamães que são acompanhadas por equipes multidisciplinares, durante o período do pré-natal, em todas as unidades de saúde da família, que abrangem o município.

“Parabenizo aos profissionais que estão desenvolvendo o plano de parto, sendo um mecanismo indispensável para proteger mãe e bebê num momento de vulnerabilidade, que é o trabalho de parto, e faz prevalecer o direito da mulher à integridade de seu corpo. O Plano de Parto é um meio de comunicação entre a gestante e a equipe que a atende. Dessa forma, criar esse projeto é uma oportunidade para refletir e discutir assuntos relacionados com o nascimento, envolvendo o seu companheiro, os seus familiares e a equipe de saúde que vai acompanhar a mulher”, pontua a prefeita Cláudia Oliveira.

Pioneirismo

Com base nessa perspectiva e inovando com o pioneirismo dentro da política municipal de  Saúde da Mulher, a  Atenção Básica apresentou oficialmente nessa semana o Plano de Parto as futuras mamães residentes no bairro Vila Parracho. Em um espaço acolhedor e harmonioso, acompanhadas pela equipe profissional integrante a unidade, as gestantes que compareceram a roda de conversa receberam as boas- vindas e foram recepcionadas pela diretora do pré-natal e rede cegonha, Carolina Macieira.

Plano de Parto

O encontro descontraído destacou-se fundamentalmente pela troca de experiências e expectativas das gestantes, busca por informações e esclarecimentos descritivos sobre a finalidade do Plano de Parto. Durante a reunião, a enfermeira especializada em obstetrícia, Carolina Macieira, enfatizou os principais objetivos que norteiam o projeto, sendo um documento que pretende oferecer às gestantes uma melhor qualidade assistencial durante o parto, com a finalidade de proporcionar uma experiência satisfatória embasada pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

O documento reforça que toda gestante tem o direito de ser protagonista do parto, tendo poder de decidir como será o nascimento da criança, indicando tudo aquilo que ela deseja de assistência médica e hospitalar em relação ao trabalho de parto e pós-parto, para prevenção da violência na assistência obstétrica.

Especificidades

A conversa esclarecedora valeu-se da importância de proporcionar a gestante o direito de planejar, bem como pensar na preparação do parto durante o período gestacional, proporcionando às mulheres um caminho para se pensar e refletir sobre a gravidez, já que  inclui, por exemplo, o lugar onde a mulher quer ter o bebê, quem estará presente na hora do parto, quais os procedimentos médicos que ela aceita e quais quer evitar para ela e para o bebê, a posição em que deseja ter o parto, até que música gostaria de ouvir.

Humanização

Entre risos e relatos, tendo dúvidas removidas, como processos de contrações, dilatação, rompimento da bolsa, um dos pontos altos do encontro aconteceu com a inclusão prática das gestantes ao fazer uso de recursos não invasivos para aliviar as dores, como exercícios na bola, massagens (com a presença de alguns papais) e  escalda pés, para que o parto seja cada vez mais humanizado, oferecendo bem- estar, num ambiente que ofereça confiança, proteção e segurança.

A diretora da rede cegonha explica que Plano de Parto Municipal é um documento que a gestante vai preencher com a ajuda da equipe de pré-natal. “Nosso intuito é expandir para todas as unidades de saúde os princípios que regem o plano, a fim das mulheres se apropriarem de cada etapa e entender exatamente como quer que seja conduzido o parto, para ser protagonista da sua história, do nascimento do seu bebê, colocando suas escolhas e preferências para o momento. O documento já está sendo distribuído para todas as unidades de saúde”, diz.

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