PF e Marinha definem principal navio suspeito de derramamento de óleo

Vestígios do óleo já chegam a Porto Seguro, no extremo sul da Bahia

Fragata Constituição monitora o mar nas proximidades do Arquipélago de Abrolhos. Foto: Divulgação/Marinha

Na manhã desta sexta-feira, dia 1º de novembro, a Marinha do Brasil e a Polícia Federal divulgaram nota acerca das investigações em torno do derramamento de óleo no Oceano Atlântico.

O desastre ambiental atinge inúmeras praias do nordeste e é considerado inédito mundialmente.

Conforme texto à imprensa, diversos estudos foram empregados delimitando uma área inicial de possível derramamento do material.

O cruzamento de dados do tráfego marítimo apontou 1100 navios, refinados a um número de 30 navios-tanque.

Através de imagens de satélite, foi identificada uma imagem do dia 29 de julho, relacionada a uma mancha de óleo, localizada 733,2 km a leste do estado da Paraíba.

Já análises feitas com amostras do óleo recolhidas nas praias indicaram ser de origem dos campos petrolíferos da Venezuela.

Dado o cruzamento dessas e outras informações, a nota afirma:

Dos 30 navios suspeitos, um navio tanque de bandeira Grega encontrava área de surgimento da mancha, na data considerada, transportando óleo cru proveniente do terminal de carregamento de petróleo “SAN JOSÉ”, na Venezuela, com destino à África do Sul. Imagens satelitais, associadas aos dados acima, apontam esse navio como o principal suspeito.

O acompanhamento do CISMAR atesta que aquele navio manteve seus sistemas de monitoramento alimentados (Automatic Identification System – AIS) e não houve qualquer comunicação à Autoridade Marítima do Brasil sobre o derramamento em questão.

Durante a investigação, também foram avaliados navios que não transmitiam com seus sistemas de localização (AIS), conhecidos como “Dark Ships”. Entretanto, após verificação de imagens satelitais, não foram correlacionados a essa ocorrência.”

As investigações prosseguem.

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