Para uma nova história

Hamilton Farias de Lima, professor universitário.

“Comece fazendo o que é necessário, depois o que é possível, e de repente                                           você estará fazendo o impossível”, São Francisco de Assis (1184-1226).

Os acontecimentos ainda recentes que têm permeado a historia nacional, na ótica dos estudiosos da sociologia ou da antropologia, requerem uma moratória temporal para suas análises e interpretações adequadas. Ou seja, um período maior de anos à frente!

Há outros – mesmo simples cidadãos, e não são poucos -, que se encontram preocupados com as questões sociais tão díspares da atualidade a afrontar o estado de direito, o desenvolvimento e a soberania do País, e o bem-estar do seu povo, tamanhos os disparates levados a efeitos, que exigem imediatas avaliações e medidas corretivas de curtíssimo prazo.

E isto não são especulações à toa, ou mero desfrute intelectual, é o futuro do Brasil em jogo!

O que teria levado tantos brasileiros, e o que é marcante, assentados nos espaços mais elevados das pirâmides institucionais e empresariais a condutas que corariam as feições de um frade de pedra ou, em analogia, se se pudesse absurdamente assim conceber, transformar o último tsunami no Japão em simples e inofensiva marolinha, a se espraiar, mansamente, nas famosas e deslumbrantes areias de Copacabana?

Ou seriam questões relativas à deformação de caráter, aliadas à impunidade que grassa no meio coletivo brasileiro e que, ainda, contempla com instâncias legais e privilégios grupos sociais em detrimento da maioria populacional do País?!

São fatos da maior gravidade, que expõem as entranhas de corruptos e corruptores, de repercussões além-fronteiras nacionais, e que não só interessam como dizem respeito ao futuro da Nação, ao seu sistema político-econômico e social, repercutindo fortemente sobre os momentos da atualidade e, com certeza, nas gerações do amanhã.  É matéria instigante e requer, pelo exposto, ações analíticas e saneadoras inadiáveis!

Como não se pode ocultar o sol com uma peneira, tamanha a magnitude dos raios solares, não é possível permanecer a latere da realidade nacional, mesmo que o individuo não deseje ou queira manifestar-se seja por ignorância, ou, às vezes até, por interesses inconfessáveis.

O dramaturgo alemão Bertolt Brecht cunhou um pensamento que retrata a ignorância e reprova os desvios de caráter humano, ao afirmar “Aquele que não conhece a verdade é simplesmente um ignorante, mas aquele que a conhece e diz que é mentira, este é um criminoso”, (Grifo do autor).

Em consequência, e como desejável vaticínio para novos tempos, aguardam os brasileiros que a nau do progresso – com ordem e justiça social -, possa singrar, já a partir deste  2019,  os mares do gigante Brasil, na direção de um porto seguro.

É necessário, para tanto, interagir no dia a dia, analisar e refletir sobre os momentos históricos nacionais vivenciados e pensar grande o desenvolvimento nacional: a sua educação, a saúde, a segurança, sua infraestrutura, e as dimensões outras carentes da realidade brasileira.

E tudo isso para uma Nova História – desejável salto para um futuro qualificado -, é o que se espera, depois de tanta falência moral e desrespeito à sociedade brasileira!

 

 

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