Pais e filhos

“Jesus continuou: Um homem tinha dois filhos.” (Lucas 15.11)

Jesus em Lucas 15 conta três parábolas: na primeira uma, entre cem ovelhas, se perde. E o pastor deixa as noventa e nove no curral e sai à procura da que se perdeu. Uma em cem. Depois conta a parábola da dracma perdida. A mulher que a perde acende uma lamparina, varre a casa e cuidadosamente procura a dracma. Uma em dez. Jesus está ressaltando o valor do que se perdeu, tanto na busca cuidadosa quanto na festa pela ovelha e a dracma encontradas. Somos a ovelha e a dracma e os céus celebram nosso arrependimento e recuperação. O pastor e a mulher representam Deus. E Jesus continuou… há algo ainda a nos ensinar sobre quem somos e sobre quem Deus é.

Agora não são cem e nem dez. São dois. Apenas dois. Ele conta a história de um pai com seus filhos e fala detalhes a respeito da vida. Na parábola dos dois filhos Jesus fala sobre o coração de Deus e o nosso coração. Sobre como Ele age conosco e como nós agimos com ele. Jesus dá vida à relação entre nós e Deus pois a fé é isso – um tipo de relacionamento com Deus que por fim interfere em tudo mais. Não se tratam de ovelhas ou moedas, mas da convivência entre pai e filhos. Ele constrói diálogos, atitudes e reações. Jesus não veio nos ensinar ritos, mas relacionamentos. O sentido da fé cristã não está em templos, ritos ou cerimônias, por isso Jesus fala desse pai e de seus filhos.

Na parábola dos dois filhos há desprezo e amor. O primeiro da parte dos filhos e o segundo da parte do pai. Há humildade, sensibilidade e respeito vindos de quem deveria receber tais comportamentos – o pai. Já os filhos mostram prepotência e atitudes interesseiras, enfim, um caráter completamente diferente do caráter revelado pelo pai. Os filhos são mais semelhantes entre si do que parecem à primeira vista. O pai, a clara expressão do amor e da compaixão. Como aquele pai amoroso, Deus tem suportado nosso desprezo e procurado nos atrair para si. Quando vamos verdadeiramente entender isso sobre Ele e sobre nós? Por que nos afastamos do único que nos ama como realmente precisamos? Por que achamos que a felicidade está em outro lugar?

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