Os Caminhos da Esperança

Hamilton Farias de Lima, professor universitário

                    “O êxito da vida não se mede pelo caminho que você conquistou, mas sim pelas                                dificuldades que superou no caminho”, Abraham Lincoln ( 1809-1865).

Nascer, crescer e desenvolver-se , segundo a cronologia do tempo e a ordem natural das coisas, é consequência pura e simples do ato de viver, ora no conjunto das relações sociais, ora com os demais elementos componentes do próprio ambiente. Mas que tipo de viver, quais condições estão, naturalmente, desafiando cada caminhar e como realizar a caminhada nos propósitos de sucesso, dos avanços sonhados?

Do início ao fim da existência, em tudo o homem assemelha-se a um projeto inacabado de ser em constante evolução, sempre buscando ir mais além, na perspectiva de transformar-se. O que foi obtido não corresponde à satisfação plena, por vezes constitui-se tão somente um degrau, um meio e apoio para novas iniciativas que geram outras e outras, e a sequência projeta-se, indefinidamente, em direção aos amanhãs da vida.

E, especulando-se um pouco mais, na expectativa de se contribuir de forma positiva ao projeto inacabado, o que associar para dar-lhes mais consistência, proporcionando-lhes instrumentos de enfrentamento às dificuldades existentes que permeiam o coletivo, em todos os escalões da sociedade tão multifacetada?

A complexidade social brasileira, desde seus variados estratos e, infelizmente, a seus ghettos e grotões, tem revelado quadros desafiadores em face os anseios mais que esperançosos de um viver com dignidade, condição fundamental inerente ao direito universal de igualdade e respeito à pessoa humana que, na realidade nacional, constrange a consciência cidadã e afeta a milhões de brasileiros.

Assiste-se, assim, o espectro da indignidade, consequente à violência em suas múltiplas faces que mais atinge, de formas deletérias, os não aquinhoados da vida econômica e social. Ele encontra-se retratado no cotidiano brasileiro da assistência à saúde, esta precária e insuficiente quanti-qualitativamente; no mercado de trabalho, que não acolhe os que buscam o emprego e a renda; e nas ações amorais daqueles supostamente representantes do povo que, constantemente, estão a assaltar o Erário, sem um mínimo de escrúpulos em suas rapinagens e desvios de conduta.

Por suas relevâncias, os caminhos esperançosos aos quais se volta a juventude do País apontam para o mapa da Educação, esta para muitos a forma ideal contributiva para a construção cidadã, ao vencer os desafios do projeto inacabado a que cada indivíduo corresponde, num plano em longo prazo de superação das dificuldades e da ignorância, pela apreensão do conhecimento e da formação planejada que se deseja acessível a todos.

É o devotamento de cada um na trilha a ser percorrida, sempre nas expectativas de superação e sucesso que irão constituir as suas inscrições a serem, oportunamente, cunhadas nas faces da medalha de ouro da olimpíada da vida a que todos estão a concorrer.

É alinhar o pensamento às palavras do poeta Fernando Pessoa ao afirmar: Agir, eis a inteligência verdadeira. Serei o que quiser. Mas tenho que querer o que for. O êxito está em ter êxito, e não em ter condições de êxito. Condições de palácio tem qualquer terra larga, mas onde estará o palácio se não o fizerem ali?” (Grifos nossos).

Que a juventude busque sempre perseverar no equacionamento do seu projeto inacabado, mesmo frente às dificuldades, renovando a esperança a cada caminhada e a todo o tempo necessário!

 

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