O paradoxo do Natal

“Isto lhes servirá de sinal: encontrarão o bebê envolto em panos e deitado numa manjedoura.” (Lucas 2.12)

Nas Escrituras temos a história da humanidade contata numa perspectiva espiritual. Temos o Criador, a criação, os seres humanos, o pecado. Temos nascimentos e mortes, lutas, dores e dúvidas. Temos promessas, reis e conquistas. Temos profetas, poesias e provérbios. E por todo canto, e de várias maneiras, temos declarações do amor de Deus. Deus, o Criador e Todo Poderoso, amando, entrando em conversas, convidando ao acordo, chamando para perto de si seres humanos que nada lhe poderiam acrescentar.

Temos também o natal. A história da chegada do Salvador, que é ao mesmo tempo Rei dos reis e Senhor dos senhores. Mas como ele chega? Numa vila sem qualquer expressão. Pequena e cheia de pessoas pobres. Nem de longe um lugar que lembrasse poder politico ou potencial comercial. Quem se animaria a abrir um comércio por lá? Na noite de seu nascimento pastores foram visitados por anjos e lhes foi dito que deveriam procurar um bebê, num estábulo, deitado numa manjedoura. O script de Deus para o natal é surpreendente. Quanta grandeza em tamanha pequenez. Quanta glória em tamanha simplicidade. O mais rico se apresenta como o mais pobre, o Todo Poderoso como alguém tão frágil. Que nem mesmo lugar encontrou, senão entre os animais, numa estrebaria.

A história do natal mostra-nos o paradoxo da vida cristã. Somos vasos de barro a quem Deus se revelou. E o fez porque nos amou e não como resultado da grandeza de nossa fé (2 Co 4.7). Somos pecadores que pela graça foram feitos filhos amados de Deus. E se foi pela graça, deveremos sempre nos pensar imperfeitos e sem méritos. Estamos em pé, mas podemos cair (1 Co 10.12). Já somos, mas ainda não (1 Jo 3.2). O natal nos lembra esses paradoxos que devem nos fazer humildes. Mas o natal também nos revela esse grande amor, que  deve nos inspirar a viver melhor. O grande amor de Deus que fez com que se tornasse pequeno para que os pequemos seres humanos sejam grandes. Grandes em amor, virtude e bondade. Um bebê envolto em panos e deitado numa manjedoura. Ali estava a resposta de Deus ao drama existencial humano. Nunca entenderemos a grandeza desse amor que fez Deus tornar-se tão pequeno. Mas podemos experimentar seu poder para transformar nossa vida. E acreditar que, mesmo pequenos como somos, grandes coisas Deus pode fazer por meio de nossas frágeis vidas. Que seja assim!

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