O desenvolvimento da ansiedade e suas complicações

A falta de tratamento da doença pode levar a quadros mais graves como a síndrome do pânico e depressão. Foto: reprodução

Aumento do suor, respiração ofegante, falta de ar e sensação de aperto no peito. Esses são apenas alguns dos sintomas da ansiedade, uma das principais doenças que afetam jovens e adultos na atualidade. No Brasil, 9,3% da população sofre de ansiedade. A maior taxa na América Latina segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).

Considerado o “mal do século”, assim como o câncer e a depressão, a ansiedade desencadeia fobias, transtornos obsessivo-compulsivos, estresse pós-traumático e ataques de pânico. Entre os brasileiros, as mulheres são as que mais sofrem com a ansiedade (7,7%), além disso, 5,7% das mulheres estão deprimidas. Já com os homens o percentual cai para 3,6% nas duas situações.

De acordo com a psicóloga, Lauren Raquel Lopes de Souza, que atende nas cidades de Eunápolis e Porto Seguro, os primeiros sintomas são simples de serem percebidos, mas a maioria das pessoas costuma ignorar os sinais que o próprio corpo está dando como mãos ou pés suados e calor excessivo mesmo quando o tempo está ameno, “a pessoa começa a ter respostas do corpo que antes não existiam como sentir tremedeira quando for falar em público por exemplo. Mesmo assim, ela ainda pode não perceber que algo está mudando”, disse.

O desenvolvimento ansiedade

Quando a situação da pessoa com princípio de ansiedade não é tratada, começam a surgir os sintomas mais graves, comprometendo inclusive a vida profissional, “e gradativamente vai se isolando e o quadro pode chegar à depressão”, disse a psicóloga. Ainda segundo a especialista, com o agravamento da ansiedade surgem outras patologias como pânico, agorafobia (que é uma consequência direta da ansiedade), e distúrbios do sono. “A partir daí as crises começam a ser mais somatizadas como por exemplo, dor no peito, falta de ar e o medo que não vem de uma sensação de autoproteção, é um medo sem explicação”, alertou.

Sensação de morte

Quando a ansiedade vai aumentando, podem surgir as crises respiratórias e o cérebro pouco oxigenado leva a pessoa a uma crise de pânico. O cérebro manda informação para o sistema neurovegetativo e faz com que o coração comece a bater mais rápido para bombear mais sangue para o cérebro. “Por isso, quem tem a síndrome do pânico descreve como a sensação de morte acometida muitas vezes de desmaio ou sinais de um princípio de infarto”, enfatizou a psicóloga.

O medo do medo

Depois de uma primeira crise com a sensação de que vai morrer, a pessoa inicia o processo de ter medo que aconteça outra crise, daí se instala o medo do medo. “Em qualquer situação ela fica com receio de que aquele sintoma seja ativado novamente”, afirmou Lauren Raquel.

A ansiedade tem cura

Os primeiros sintomas da ansiedade podem ser tratados sem a necessidade de medicamentos ou auxílio de um psicólogo no processo de psicoterapia. Primeiros sinais como suor constante nas mãos ou pés, tremedeira, dor ou aperto no peito e mudanças comportamentais são causados pelos pensamentos disfuncionais e suas crenças negativas. A psicóloga, Lauren Raquel, explica que existem atitudes que o próprio indivíduo pode ter no combate aos sintomas, “A pessoa pode confrontar seus próprios pensamentos disfuncionais com pensamentos funcionais: de onde vem essa ideia? Qual o motivo dessa minha preocupação? É um diálogo consigo que vai incentivar a pessoa a entender que ela tem autonomia sobre o que quiser, sem se apegar aos seus medos”, destacou.

Outro fator muito importante no combate aos primeiros sintomas da ansiedade é a prática de exercícios. “A atividade física pode melhorar o sistema cardiovascular e a oxigenação do cérebro, e com mais oxigenação, menores as chances de uma sensação de ansiedade. Mas se a pessoa já estiver em um estado mais agravado de ansiedade, ela deve procurar ajuda médica o quanto antes, pois as consequências podem ser difíceis de reverter”, finalizou a psicóloga.

 

 

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