O amor como regra

“Façam tudo com amor.” (1 Coríntios 16.14)

Essa orientação do apóstolo poderia ser o manual de procedimentos de qualquer organização. Se cada pessoa a seguisse com dedicação, tudo seria muito diferente do que é. A orientação é simples, todos podem entender o que está sendo pedido e podem guardar de memória o dever a cumprir. Todavia, você sabe, não é tão simples assim. É um grande desafio! Mas, traz recompensas incalculáveis. Fazer todas as coisas com amor tornaria a vida o que concordaríamos que ela deveria ser: uma experiência feliz, realizadora e saudável. Para todos! Mas há obstáculos e um deles é saber ao certo o que é o amor. Por mais palavras que tenham sido escritas sobre o amor, e para além dos equívocos, mesmo reunindo o nosso consenso do que teria sido dito de forma acertada, amar é algo que nos desafia. Amar exige uma compreensão diferente da que estamos acostumamos sobre a vida.  Ou talvez, amar seja o que nos leve a essa compreensão diferente da vida.

Seria um assunto para que campo do conhecimento? A teologia? A que campo das dinâmicas humanas? A religião? A teologia e a religião deveriam ter muito a ensinar, mas, tantas vezes, teólogos e religiosos ocupam-se mais de regras, do certo e do errado, de definir os parâmetros divinos para a vida, de esquadrinhar os mistérios e domínios etéreos da vida, do que do amor e de sua centralidade em nossa espiritualidade. A complexidade irrelevante é valorizada. A simplicidade do essencial é esquecida. Os peritos, doutores na Lei do tempo de Cristo eram assim também. E nós os imitamos, fazendo com que a teologia e a religião funcionem mais como um obstáculo do que um apoio à vida com Deus e com as pessoas! Envolvidas em nossos esquemas teológicos e nossas estruturas religiosas, as pessoas tornam-se mais duras que amorosas. Mais julgadoras que acolhedoras. Arrogantemente presumem conhecer a Deus enquanto revelam completa ignorância sobre o ser humano e miopia diante da vida.

Voltemos então ao Evangelho! Deixemos Jesus nos confundir para nos esclarecer! Aceitemos suas histórias sobre o amor de Deus e imitemos suas atitudes de acolhimento e perdão. E entenderemos melhor quando o apóstolo diz “façam todas as coisas com amor.” Saberemos mais sobre o amor. Antes, nesta mesma carta, no capítulo 13, Paulo diz que línguas, profecias, conhecimento e mesmo auto sacrifício, sem amor, de nada valem. Façamos o seguinte: vamos nos dedicar a amar. Vamos aprender a amar em todas as oportunidades que tivermos, escolhendo responder orientados pelo amor. Se Paulo então estiver correto, veremos nossa vida florescer como nunca antes. Não faltará zelo, disciplina, oração, serviço, santidade e qualquer outra virtude. Se o amor é o cumprimento da Lei, como disse o apóstolo (Rm 13.8-10), teremos mais sucesso em governar nossa vida e honrar a Deus. Finalmente nos sairemos melhor ao enfrentar as tentações e os ímpetos carnais que estão sempre a superar nossas boas intenções. Então, vamos lá: hoje, não amanhã, faça todas as coisas com amor!

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