Mesmo com queda de 16,8% em taxa de desemprego, Bahia ainda lidera ranking

Bahia superou o Amapá, que era o estado com o maior índice no primeiro trimestre do ano

Candidatos em enorme fila na unidade do SineBahia da Avenida ACM, em Salvador, nesta terça (19), em busca de emprego — Foto: Cid Vaz/TV Bahia

A Bahia ainda lidera o ranking de desocupação do país, mesmo com uma queda na taxa de desempregados em relação aos primeiros meses do ano, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada pelo IBGE nesta terça-feira (19).

É considerada desocupação quando a pessoa não está trabalhando e procurou trabalho. Os dados são referentes aos meses de julho a setembro de 2019.

Com taxa de desemprego de 16,8% , a Bahia superou o Amapá, que era o estado com o maior índice no primeiro trimestre do ano. No 2º trimestre, o estado baiano registrou a taxa de 17,3%.

Na Bahia, o recuo na taxa de desocupação do 2º para o 3º trimestre foi resultado da queda no número de pessoas desocupadas (que estão procurando trabalho) e do crescimento no número de pessoas que não trabalham nem estavam procurando trabalho (ou seja, estão fora da força de trabalho).

De acordo com os dados, no 3º trimestre foi registrado 1,170 milhão de pessoas desocupadas, 45 mil a menos que no segundo trimestre deste ano.

Já em Salvador, no 3º trimestre a taxa baixou para 15,1%, em relação de abril a junho com 17,7%. Com esse resultado, a capital baiana passa para a 6ª posição no ranking da desocupação entre as capitais do Brasil, ficando atrás de Recife (17,4%), Macapá (17,4%), Manaus (17,2%).

O número de pessoas fora da força de trabalho na Bahia (5,017 milhões) atingiu seu maior patamar para um 3º trimestre, desde o início da série histórica da PNAD Contínua, em 2012. Além disso, também atingiu o segundo maior nível considerando todos os trimestres da pesquisa (menor apenas que o verificado no 2º trimestre 2018: 5,075 milhões de pessoas).

Os desalentos no estado somou 781 mil pessoas no terceiro trimestre, em relação a 766 mil do segundo. A população desalentada é aquela que está fora da força de trabalho por uma das seguintes razões: não conseguia trabalho, ou não tinha experiência, ou era muito jovem ou idosa, ou não encontrou trabalho na localidade. Entretanto, se tivesse conseguido trabalho, estaria disponível para assumir a vaga.

Em Salvador, o número de desocupados diminuiu para 254 mil pessoas (frente a 306 mil no 2º tri e 271 mil no 3º tri).

Entretanto, também na capital houve aumento do número de pessoas que não estavam trabalhando nem procurando trabalho. Esse grupo chegou a 755 mil pessoas no terceiro trimestre deste ano, comparado a 739 mil no segundo trimestre e 742 mil no terceiro trimestre do ano de 2018.

Na Bahia, no terceiro trimestre, os empregados no setor privado com carteira de trabalho assinada (exceto empregados domésticos) somavam 1,454 milhão de pessoas.

Já as pessoas empregadas sem carteira assinada, somaram 1,081 milhão de pessoas no terceiro trimestre. O número também mostrou uma leve queda em relação ao 2º trimestre, quando havia chegado a 1,092 milhão de pessoas, e ficou igual ao do 3º trimestre de 2018.

Já os trabalhadores por conta própria somavam 1,703 milhão no terceiro trimestre deste ano. Um número um pouco menor que o 1,707 milhão verificado no segundo trimestre.

Mesmo com essas pequenas reduções de contingente, no 3º trimestre de 2019 os empregados sem carteira assinada e os ocupados por conta própria somavam 2,784 milhões de pessoas na Bahia, ou quase metade (48,0%) de todos os trabalhadores do estado.

Fonte: G1 Bahia

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