Meio do Ano

Meio do Ano

Olho para o céu, agora limpo e cheio de estrelas, próximo da meia-noite. Julho se aproxima. Vejo dias e semanas, acontecimentos e desejos, pensamentos e vivências, tudo perfeitamente interligado, uma verdadeira vida em ritmo e continuidade, com objetivos e interesses. Mas, em meu íntimo, algo do mundo se perdeu: uma certa fragrância e encanto inocente que, talvez, jamais retorne.

As horas passam como minutos. Corro em círculos como um cachorro apanhado, preso em uma interminável sequência de desastres: queimadas, enchentes, radicalismo, guerras. Não desejo magoar ninguém, mas a fidelidade a si mesmo não é essencial? É isso que faço: ser fiel a mim mesmo, a essa versão de mim.

Apreciando o céu estrelado, mergulho em pensamentos. Imagino os habitantes das cidades do mundo inteiro, alheios aos acontecimentos que assolam nosso planeta. Toleram suas vidas entre a televisão e o álcool.

O planeta inteiro enfrenta dificuldades. Vivemos uma época extremamente frágil da história. A Terra foi maltratada por muito tempo, sem que as graves consequências fossem consideradas. E talvez elas cheguem agora.

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