Medo de doar sangue? Veja como são tranquilos os dez minutos que podem salvar vidas

Equipe da unidade Hemoba de Teixeira de Freitas. Fotos Wesley Morau/OSollo

Termina amanhã, 25 de novembro, a Semana nacional do doador de sangue da Fundação de Hematologia e Hemoterapia da Bahia (Hemoba), unidade de Teixeira de Freitas. Roberson Reisen, farmacêutico bioquímico e coordenador da unidade de coleta e transfusão de Teixeira de Freitas, Hemorede do Hemoba, afirmou à reportagem d’OSollo que o tema da campanha deste ano, que começou no dia 21 de novembro, é Fidelização do doador de sangue. No dia 2 de dezembro haverá uma campanha no Hemoba com a presença do pessoal da Maçonaria e da Clínica renal.
Segundo ele, “a intensão é fidelizar aquele doador que vem, comparece ao serviço e que quer se tornar um doador regular de sangue. A nossa intensão é que os doadores do sexo masculino compareçam a unidade quatro vezes por ano e as doadoras, três”. Reisen afirma que doador fidelizado é aquele que está constantemente em doação, respeitando o recomendado em número de doações/ano.

Unidade local do Hemoba pronta para receber os doadores

O coordenador informa, ainda, que “algumas vacinas podem impedir a doação”, por isso, “a pessoa que pretende doar pode vir à unidade antes de tomar vacina, fazer a doação dela e depois se dirigir ao posto de vacina”. Ele explica que vacinas como a febre amarela, por exemplo, é preciso esperar 30 dias para doar sangue, enquanto a da gripe, 24 horas apenas.
Os doadores do Hemoba local estão de parabéns pela solicitude, pois sempre que são acionados, comparecem e doam. No entanto, o Hemoba precisa que haja a fidelização. “Quando a gente necessita de algum tipo de sangue, eles doam, nossos doadores são muito fieis. A gente quer a fidelização deles para gente não ter que ficar ligando para o doador, para que ele venha pela própria vontade dele, sem ter que ser acionado pra isso”.


Tal necessidade se explica porque os estoques se encontram sempre em estado crítico, o que ocorre devido à demanda do Hemoba local. “O que acontece muito é que temos sempre o estoque crítico porque nossa unidade atende a 13 municípios do extremo sul, a gente pega a divisa do Espírito Sano e Minas Gerais até Itamaraju”, pontua.
Roberson Reisen expõe que os estoques do Hemoba servem a 20 hospitais, além disso, ele destaca a maior necessidade neste período do ano, em que, devido às férias e festas natalícias, a maior fluxo de pessoas nas cidades e, consequentemente, de veículos, aumentando a propensão a acidentes. “Os estoques ficam sempre críticos, estamos numa região que passam duas rodovias, uma estadual e uma federal, e uma que liga com Minas, chega final do ano, período de férias, festas, muitos acidentes, estradas pouco conservadas, aí a demanda de sangue aumenta nesse período”, explica.


O coordenador conta que o tipo sanguíneo O –, que se utiliza em situações de emergência, “quando não tem condições ainda de saber o tipo sanguíneo da vítima que precisa do sangue, é importantíssimo para manter na unidade e está baixíssimo”, fala.
A unidade teixeirense do Hemoba é mantida pela parceria entre município e governo estadual, “funcionários do munícipio e outros do estado e também existe parceria na manutenção do Hemoba, a maioria dos materiais enviados vem do Estado, é um material específico pra o banco de sangue, o que não é tão específico se consegue com a Prefeitura”, explica.
Reisen esclarece que é preciso desmitificar questões como a de que quem doa uma vez , tem que doar sempre, “é mito, a pessoa doa se quiser, é altruísta, a pessoa tem que sentir vontade de ajudar outras”.
O processo de doação começa com o cadastro, é feita entrevista, medição da hemoglobina, aferição de pressão, “ver se está bem para doar, se tiver tudo ok, mas, ela, ao sentar na cadeira, não se sentir à vontade para doar quiser ir embora, é um direito dela”, esclarece Reisen afirmando que deve ser um desejo altruísta. Ele completa que aqueles que doam pela primeira vez saem muito felizes e costumam retornar, mas, este retorno tem sido a cada 12 meses, por isso, a necessária fidelização, para que os retornos sejam espontâneos e, no mínimo, a cada 90 dias. Em relação à idade, a mínima é, mas, precisa vir com responsável legal para assinar o termo de responsabilidade. A idade máxima para doação é até 65 anos e para cadastro para doador de medula, 55 anos.
Reisen sugere que a pessoa vá alimentada ao Hemoba e evite alimentação gordurosa. Caso vá depois do almoço, que seja duas horas depois da refeição e evite alimentos gordurosos horas antes da doação, pois isso pode atrapalhar os testes da coleta. Ele tranquiliza que a reposição do volume doado ocorre em 24h, “no dia seguinte a pessoa já repôs tudo”. Também aconselha que no dia da doação o indivíduo evite realizar atividade extenuante e que não faça uso de bebida alcoólica no dia da doação.
Precisa que as pessoas tenham acima de 50kg. Diabético não pode doar sangue, quem tem algum antecedente de câncer, realizou cirurgia cardíaca, “e medicamento que o indivíduo faz uso ele precisa procurar a unidade para saber se há contraindicação”. Roberson afirma que o tempo de doação é de 5 a 10 minutos e são retirados, aproximadamente, 450 a 500 ml de sangue do indivíduo, sendo que o total de litros de sangue de cada pessoa varia conforme seu tamanho. “O indivíduo de 70kg tem aproximadamente 5l de sangue no corpo, um de 90kg, vai ter 8 ou 9litros no organismo”, conclui.


Qualquer dúvida, ligar para o número do Hemoba (73) 3011-2739, e, também, interessados em doar, podem ir à unidade conversar com os enfermeiros e esclarecer dúvidas.

 

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