Marte

Daqui a 2000 anos, ninguém vai saber que nenhum de nós existiu. Até nossos ossos terão se esfarelado e voltado ao estado mineral. No entanto, é possível que arqueólogos humanos estejam trabalhando em Marte, e eles vão achar esta nave Curiosity lançada em 2011, ou a bandeira americana cravada na lua pelo Apolo 11, eu estava com doze anos quando da conquista na Lua, e sempre gostei de astronomia, li todos os livros de Carl Sagan que foi conhecido por seus livros de divulgação científica e pela premiada série televisiva de 1980, Cosmos.

Como em Marte e na Lua não há oxigênio, daqui a dois mil anos todas as peças estarão preservadas e tão novas como no momento que saíram da terra. Os arqueólogos do futuro vão ficar maravilhados e dizer uns para os outros. “Olha, isso é de antes da revolução biopicoeletronica”. É um exemplo da tecnologia mais primitiva já encontrada até hoje!.

Em 1990, falávamos de microeletronica. Hoje estamos na era da “nanoeletronica”, porque os componentes de hoje tem estrutura mil vezes menor. Não é difícil imaginar que a “nanociência e a nanoeletrônica vão evoluir para a picoeletrônica e se juntar a biologia molecular, criando uma nova ciência, algo como a biopicoeletrônica. Ainda, não podemos sequer imaginar os tipos de máquinas e inteligências que serão possíveis quando tivermos a capacidade de construir componentes e computadores com moléculas. Quando Armstrong pisou na superfície lunar em 1969, ele proferiu a famosa frase “É um pequeno passo para [um] homem, um salto gigante para a humanidade”. Eu não tenho palavras para descrever como será a sensação de pisar em Marte. Talvez um doce distraimento de quem tem um significado forte de vida. Todos os astronautas que pisaram na lua,voltaram introvertidos.

Mas passaram por aflições e amarguras antes ,com experiências traumáticas
que marcaram para sempre suas vidas, a morte da filha de Armstrong Karen por um tumor cerebral com apenas dois anos, em 1962, e Aldrin, segundo homem a pisar na Lua,
assim como Armstrong, também chegou à Lua após uma experiência traumática: menos de um ano antes da missão espacial Apollo 11, sua mãe se havia suicidado. Seu avô também se matou. Em 2009, confessou ao The New York Time: “Acredito que herdei a depressão de minha família materna”. Seus episódios depressivos e sua batalha com o álcool começaram pouco depois de voltar à Terra.

Aldrin, sempre sentiu uma conexão religiosa com aquele momento de sua vida.Disse:” Não estou seguro de que um ateu possa estender minhas palavras quando descrevo o que vivi”. Emoções que nunca se apagarão da memória. O tempo gasta tudo o que roça mas não a fé e a secreta luta desta conquista para a humanidade foi um nascimento novo e as medalhas e os troféus foram engolidos pelo abençoado silêncio da vida fora da terra. Aqueles momentos não continham promessas, muito menos a de que haveria um instante seguinte, tudo era novo e arriscado, e a história se repetirá com os pioneiros da viagem a Marte.

*João é natural de Salvador, onde reside. Engenheiro civil e de segurança do trabalho, é perito da Justiça do Trabalho e Federal. Neste espaço, nos apresenta o mundo sob sua ótica. Acompanhe no site www.osollo.com.br.

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