Louvando a Otimização do Tempo

Hamilton Farias de Lima, professor universitário.

“Com organização e tempo, acha-se o segredo de fazer tudo e bem feito”,

Pitágoras (século VI a.C).

Como o estudante organiza o seu tempo de estudos, no quotidiano da escola à residência e vice-versa, e, muitas das vezes, escola, residência, trabalho, escola, no caso daqueles que se obrigam à obtenção dos recursos indispensáveis à escalada na trilha da formação profissional pretendida?

Aqueles desobrigados de tarefas outras, que não as escolares, certamente afirmam: sobra-me tempo! Isto é ledo engano, porque o estudo não deve se limitar, apenas, ao que foi explicitado em sala de aulas. Estudar um pouco mais, “pesquisar” afinidades temáticas ao assunto principal representa, no mínimo, acréscimos formativos à cultura específica ou geral de cada sujeito aprendente. Assim, o tempo não sobra e requer sempre sua otimização!

Numa vertente econômica de natureza produtiva o tempo é um “ativo” permanentemente em processo de otimização, e, caso contrário, é prejuízo em decorrência da sua não apropriação, do descarte ou mau uso. Afinal, como afirmavam os romanos: Tempus fugit! (O tempo voa!), ou, ainda, Tempus aurum est! (O tempo é ouro!).

A boa gestão do tempo pressupõe um mínimo de planejamento, o ordenar cronologicamente as matérias (disciplinas) do curso, na perspectiva de objetivos e metas a serem alcançados, disciplinando assim as atividadades-meio do aprendente nos propósitos da aprendizagem e razão de ser da sua condição estudantil.

O planejamento, além de nortear a caminhada em busca do conhecimento, é fator que disciplina a desejável conduta estudantil, da vida do futuro profissional, na antevisão de sua importância como “matéria prima” que jamais poderá ser perdida, subutilizada ou relegada, sem contestação, até porque, e de forma relevante, Tempus dominus rationis est! (O tempo é o senhor da razão!). E, voltando à economia, seu correto emprego significa aposta no futuro com investimento garantido sob o primado da Educação!

Aliás, para “enriquecer o tempo” da juventude brasileira, dos momentos atuais, que se dedica de maneira integral ou não à responsabilidade do estudo e da formação crítica, pois reconhecidamente formas nobres de trabalho, que edificam para um amanhã melhor, recorre-se aqui aos versos de Frei Antônio das Chagas (1631-1682), português, poeta, soldado e religioso, no seu poema “Conta e Tempo”, a seguir:

“Deus pede estrita conta de meu tempo
E eu vou, do meu tempo dar-lhe conta;
Mas, como dar, sem tempo, tanta conta,
Eu que gastei, sem conta, tanto tempo?

Para dar minha conta feita a tempo,
O tempo me foi dado e não fiz conta;
Não quis, sobrando tempo, fazer conta                            Hoje quero acertar conta e não há tempo…

Oh! vós que tendes tempo sem ter conta,
Não gasteis vosso tempo em passatempo;
Cuidai, enquanto é tempo, em vossa conta.

Pois aqueles que, sem conta, gastam tempo,
Quando o tempo chegar de prestar conta,
Chorarão, como eu, o não ter tempo”.

No mínimo, que se faça o melhor uso do tempo, e como dito pelo poeta “Não gasteis vosso tempo em passatempo”;/ “Pois aqueles que, sem conta, gastam tempo,/Quando o tempo chegar de prestar conta,/Chorarão, como eu, o não ter tempo” (Grifos do Autor).

 

 

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