Lava Jato: STF quebra sigilo total da lista de políticos investigados

Nomes estão em lista elaborada pelo procurador geral da República.

O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta sexta-feira 5, autorizar a abertura de inquérito para investigar políticos suspeitos de participação no esquema de corrupção da Petrobras revelado pela Operação Lava Jato. A lista com nomes de suspeitos foi elaborada pelo procurador geral da República, Rodrigo Janot.

O ministro também aceitou o pedido de derrubar o sigilo do caso e a lista começou a ser divulgada para a imprensa esta noite. Alguns dos nomes tiveram o pedido arquivado pois o ministro Teori entendeu que não havia justificativas para abrir uma investigação.

Entre os nomes que fazem parte da lista, estão o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), conforme já era especulado desde o início da semana.

Na última terça-feira 3, a Procuradoria enviou 28 pedidos de abertura de inquérito contra 54 pessoas que estariam envolvidas no esquema de corrupção na Petrobras. Segundo a Polícia Federal, o esquema criminoso movimentou R$ 10 bilhões em lavagem de dinheiro e pagamento de propina. Os valores seriam desviados de contratos superfaturados entre a estatal e empreiteiras. Parte dos valores foi repassada a partidos – integrantes de cinco aparecem na lista.

Veja abaixo nomes que estão na lista:

PP
– Senador Ciro Nogueira (PI)
– Senador Benedito de Lira (AL)
– Senador Gladson Cameli (AC)
– Deputado Aguinaldo Ribeiro (PB)
– Deputado Simão Sessim (RJ)
– Deputado Nelson Meurer (PR)
– Deputado Eduardo da Fonte (PE)
– Deputado Luiz Fernando Faria (MG)
– Deputado Arthur Lira (AL)
– Deputado Dilceu Sperafico (PR)
– Deputado Jeronimo Goergen (RS)
– Deputado Sandes Júnior (GO)
– Deputado Afonso Hamm (RS)
– Deputado Missionário José Olímpio (SP)
– Deputado Lázaro Botelho (TO)
– Deputado Luis Carlos Heinze (RS)
– Deputado Renato Molling (RS)
– Deputado Roberto Balestra (GO)
– Deputado Roberto Britto (BA)
– Deputado Waldir Maranhão (MA)
– Deputado José Otávio Germano (RS)
– Ex-deputado e ex-ministro Mario Negromonte (BA)
– Ex-deputado João Pizzolatti (SC)
– Ex-deputado Pedro Corrêa (PE)
– Ex-deputado Roberto Teixeira (PE)
– Ex-deputada Aline Corrêa (SP)
– Ex-deputado Carlos Magno (RO)
– Ex-deputado e vice governador João Leão (BA)
– Ex-deputado Luiz Argôlo (BA) (filiado ao Solidariedade desde 2013)
– Ex-deputado José Linhares (CE)
– Ex-deputado Pedro Henry (MT)
– Ex-deputado Vilson Covatti (RS)

PMDB
– Senador Renan Calheiros (AL), presidente do Senado
– Senador Romero Jucá (RR)
– Senador Edison Lobão (MA)
– Senador Valdir Raupp (RO)
– Deputado Eduardo Cunha (RJ), presidente da Câmara
– Deputado Aníbal Gomes (CE)
– Ex-governadora Roseana Sarney (MA)

PT
– Senadora Gleisi Hoffmann (PR)
– Senador Humberto Costa (PE)
– Senador Lindbergh Farias (RJ)
– Deputado José Mentor (SP)
– Deputado Vander Loubet (MS)
– Ex-deputado Cândido Vaccarezza (SP)

PSDB
– Senador Antonio Anastasia (MG)

PTB
– Senador Fernando Collor (AL)

Pedidos de Arquivamento (6)

– Delcídio do Amaral 
– Romero Jucá Filho
– Alexandre José dos Santos
– Henrique Eduardo Lyra Alves 
– Cândido Vacarezza
– Aécio Neves

Dilma e Palocci
A presidente Dilma Rousseff é citada em um depoimento de delação premiada, mas o procurador-geral informou que não tem competência legal para investigá-la.

No caso do Antonio Palocci, o ministro decidiu seguir pedido da Procuradoria Geral e remeter o caso para a primeira instância da Justiça Federal no Paraná.

Fonte: Correio 24 Horas

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