Jamais pereceremos

“Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna.” (João 3.16)

Corremos o risco de perecer sem a fé firmada em Cristo. Esta é uma das mensagens desse texto. Perecer, no sentido de “morrer”, todos iremos. Jesus não veio nos livrar da morte física. Mas da morte espiritual, que a morte física pode selar. Porém, a morte espiritual é uma realidade que nos acomete em vida. Na compreensão do apóstolo Paulo, todo ser humano nasce e em algum momento entra em morte espiritual. Ele diz que quando Cristo nos alcançou, estávamos todos mortos em nossas transgressões (Ef 2.5). Esta compreensão não é estranha ao Evangelho de Cristo. Jesus declarou aos fariseus que se eles não cressem em que Ele era – o Messias – morreriam em seus pecados (Jo 8.24). A ideia é que, sem a união que é possível entre nós e nosso Criador, Deus, que acontece pela fé em Cristo (Jo 1.12), nossa condição é de morte espiritual.

Estar morto espiritualmente envolve muitas consequências. Uma delas é o modo como compreendemos a vida e estabelecemos prioridades. Mortos espiritualmente compreendemos e priorizamos de forma errada. Vivemos orientados pelo que não representa o propósito de Deus. O pior disso não é uma perda material, é o fato de que a pessoa que estamos nos tornando não harmoniza-se com a pessoa que Deus deseja e sabe que deveríamos ser. Sem fé em Cristo vivemos sem a esperança da vida eterna. A esperança cristã não é acreditar numa chance, é esperar uma certeza. Pela fé nele somos incluídos no Reino de Deus e aí passamos a ter perspectivas e critérios diferentes a respeito da vida. Recebemos ajuda para não nos iludirmos e nem nos desesperarmos. Afinal, aqui tudo passa. E o final, que é certo, não é o fim. A fé em Cristo redefine tudo!

A fé em Cristo nos coloca num caminho que, pela graça, misericórdia e manifestação do amor de Deus, transforma nossa vida num processo convergente. Embora Deus não nos mova como se fossemos peças num tabuleiro de xadrez, embora não faça da vida um jogo de marionetes, determinando e dominando cada cena, Ele intervém, refaz, aproveita o lixo de nossos erros e os recicla, produzindo arte que nos encanta e encanta outros. Mesmo as tragédias não são inúteis, embora não representem o cumprimento de Sua vontade. Ele age em todas as coisas para o nosso bem (Rm 8.28). E então a vida converge, ela faz sentido – algumas vezes de forma muito misteriosa. Não perecer não é apenas evitar um mal, é viver bênçãos, bens e vislumbres constantes da plenitude de vida que Cristo veio nos trazer. Por aqui, se cremos em Cristo, até chegamos chegar a lamentar, sofrer, chorar ou nos sentir miseráveis. Mas jamais pereceremos!

 

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