Ipiaú: Por engano, família reconhece corpo errado em hospital

Taxista morreu na capital, mas corpo errado foi levado para cidade a 270 km.

Segundo esposa, filho notou engano ao visualizar caixão em velório na BA.

Amigos e familiares de um idoso de 68 anos que morreu no domingo (23), no Hospital Geral Roberto Santos, em Salvador, se assustaram ao perceber que o corpo de uma outra pessoa foi levado para o velório em Ipiaú, a 270 quilômetros da capital, no sul da Bahia.

Segundo Delsonita dos Santos Mota, viúva do idoso, ela reconheceu por engano o corpo de uma outra pessoa como sendo do marido, o taxista aposentado Edvaldo Costa Mota, de 68 anos, vítima de hemorragia no esôfago.

“Eu estava na casa do meu filho quando ligaram para dizer que ele tinha morrido. Quando deu umas 18h, eu, meu filho, que é deficiente visual, e minha nora fomos para o hospital, mas só eu fui reconhecer o corpo. Quando me levaram para a entrada do necrotério, só tinha um corpo na maca, que estava com frauda e com uma sacola. Tudo escuro e, no meu desespero, o rapaz perguntou se era ele eu disse que era. Aí a funerária pegou o corpo e levou. Quando chegamos em casa, umas 2h de segunda-feira (24), meu outro filho olhou o caixão e viu que não era o pai, e percebeu que realmente tinha sido trocado”, relatou Delsonita.

A casa do aposentado recebia diversos amigos e familiares, que aguardavam o corpo para o velório. Segundo Delsonita, ao perceberem o engano, o corpo foi levado imediatamente de volta para o hospital. “Foi um desespero quando todo mundo viu que não era ele. Acho que o erro foi meu, por causa do meu desespero. Mas [o hospital] tinha que colocar o nome [no corpo] porque a família não tem experiência, está em desespero”, reconhece.

À reportagem, a assessoria de comunicação do Hospital Geral Roberto Santos confirmou a história e informou que o problema foi resolvido no mesmo dia. Segundo a unidade, o corpo levado por engano já foi entregue aos familiares.

Ao chegar a Salvador, o corpo do aposentado foi entregue à família e levado de volta para Ipiaú. O enterro aconteceu ainda na noite de segunda-feira, em um cemitério da cidade. “Depois da morte, ainda passar por tudo isso. Tudo que eu queria era ele, mas foi embora. Era meu amigo, meu companheiro”, lamentou Delsonita.

 

 

 

Fonte: G1

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