Intrigante

“O que lhes digo, digo a todos: Vigiem!” (Marcos 13.37)

O capítulo 13 de Marcos contém um diálogo de Jesus com quatro dos apóstolos: Pedro, Tiago, João e André. Eles querem saber sobre o futuro, visto que Jesus lhes havia predito sobre a destruição do Templo de Jerusalém. Ao longo da história, o Templo havia se tornado um ícone da vida judaica, algo que alimentava-lhes o senso de bem estar e esperança, apesar dos problemas políticos. Todos temos ícones significativos em nossa vida, que alimentam nosso senso de bem estar e segurança. Muitas vezes é o dinheiro. Jesus afirma que o templo será destruído e, respondendo aos discípulos, avisa-lhes de mudanças drásticas em suas vidas, perseguições e dores. Mas realça em meio a tudo a presença e orientação do Espírito Santo, até para o que eles precisassem falar. E então lhes orienta a vigiarem.

O desenvolvimento da história já tem um fim anunciado, não importando o tempo ou condições. O Reino de Deus interromperá a história dos homens. Há um fim previsto por Jesus. E avisou: “O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras jamais passarão.” (Marcos 13.31) Minha mente contemporânea, diante de tanto tempo decorrido desde essa afirmação de Jesus, e afetada por tantos novos conceitos e experiências, choca-se com a ideia. Não parece plausível. Mas minha fé, que reconhece Jesus como o Filho de Deus e Salvador dos homens, Senhor sobre todas as coisas, amplia minha visão. E vigiar significa mais que tudo, crer.

Os apóstolos, certamente, mesmo com suas mentes formatadas pelo primeiro século, não viviam situação melhor que a minha. O fim nunca foi uma ideia fácil para o ser humano. Nem o seu próprio e muito menos o da história. O fim pessoal é um fato do cotidiano e mesmo assim, pouco pensamos nele. O fim da história é uma profecia da qual mantemos distância. Mas Jesus nos convida a vigiar e não vigiaremos sem crer. Pensar no fim pode ser justamente o que mais precisamos para continuar existindo, e de forma melhor. Pensar no fim não significa perder o sentido, mas recuperá-lo, deixando de confiar nos ícones que sustentam nosso bem estar e aprendendo a confiar em Deus. Vigie. Creia. O Dono do fim nos ama. Não precisamos ter medo, apenas nos entregar a Ele e viver com Ele.

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