Inquietudes e Desesperanças

“Nas grandes batalhas da vida, o primeiro passo para a vitória

é o desejo de vencer”, Mahatma Gandhi (1869-1948).

   Após tantas vicissitudes, não é possível negar a crise brasileira sintetizada no declínio assustador revelado, ao longo dos últimos anos, do seu Produto Interno Bruto (PIB), hoje correspondente a todo o PIB do Paraguai (US$ 64 bilhões) resultante da incompetente administração que conduziu até então o País. Assiste-se, atualmente, uma brutal estagnação, com milhões de desempregados e, mais ainda, as demais consequências negativas a incidirem gravemente sobre o tecido social, em quaisquer de suas vertentes.

Ora avulta a qualidade (péssima) dos serviços nas diversas redes públicas, seja na educação, saúde, segurança, ao lado das condições precárias das infraestruturas de mobilização, apoio ou produção de bens e serviços, como estradas, portos e aeroportos, em áreas urbanas ou rurais.

É um diagnóstico sombrio, em face tantos malefícios decorrentes – um quadro nefasto, uma antevisão de estado pré-falimentar -, prestes a ruir os anseios da grande nação, mãe gentil acolhedora para destinos elevados e majestosos do gigante chamado Brasil, que tantos buscam realizar e outros  trânsfugas entenderam solapar via incúria e má conduta.

O que se dizer à juventude brasileira nestes tormentosos momentos de inquietudes e desesperança, para um futuro de realizações, equilíbrio social e bem-estar medianamente aceitável, numa perspectiva que alie desenvolvimento para todos? Sem dúvidas, é um prognóstico de difícil concepção, que necessita ser realizado, com a prescrição de remédios amargos, indicações terapêuticas ajustadas a cada causa e tempo, além de medidas cirúrgicas corretivas outras apropriadas.

Nos momentos atuais, a juventude brasileira se revolta porque assiste a grande nau a navegar com destino incerto, num mar de tormentas à semelhança de pesadelos que povoam as noites indormidas, e, por fim, a relembrar como na citação bíblica posta no Salmo 42:7 em que “Abismo atrai abismo” (Abyssus abyssum invocat)!

Nesses instantes, há que se refletir sobre tempo e razão, a exemplo dos ensinamentos simples e diretos contidos na expressão popular de que “não há mal que tanto dure, nem bem que nunca se acabe”, e ponderar um pouco mais sobre o futuro e os caminhos a serem percorridos ou navegados para se conduzir, com segurança, a nau a um bom porto.

A democracia, sistema de governo que se procura consolidar no Brasil, e todos que se julgam democratas a respeitam e defendem, está indicando – inclusive os que se dizem educadores, o reafirmam -, que há remédios para muitos dos males que aí estão ao consignar, via Carta Magna, as mudanças da representação popular pelo voto livre do cidadão, de maneira alternada, a cada quatriênio, na escolha das autoridades do executivo e do legislativo, responsáveis pela administração e fiscalização da coisa pública (res publica). Os fantasmas dos pesadelos que geram inquietudes e desesperança haverão de ceder espaços à nova ordem surgente, a partir de escolhas acertadas, afastando a atração do abismo que a ninguém interessa.

Como a experiência de vida é o caminho maior da sabedoria, necessário se faz permanecer o mais atento possível, enriquecendo a cada dia sua própria agenda histórico-cultural, lembrando sempre que “O otimista é um tolo. O pessimista, um chato. Bom mesmo é ser um realista esperançoso”, como afirmado pelo ilustre dramaturgo paraibano Ariano Suassuna.

Enfim, ora motivado em diálogos com Patrícia Viana Farias de Lima, Engenheira e Advogada, por suas inquietudes e desalento com a política brasileira, observa o Autor deste artigo que, por ora, faz-se necessário acompanhar, refletir e, a seguir, escolher democraticamente no próximo episódio eleitoral, provavelmente em 2018, para as desejáveis mudanças e novos destinos da vida nacional!

 

 

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