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Fatos que você precisa saber sobre odor vaginal

Foto reprodução/ilustrativa
O odor vaginal com certeza é um tema tabu. Esse fato gera desconhecimento a respeito do assunto. Com o auxílio do ginecologista e obstetra Élvio Floresti Júnior, separamos algumas verdades sobre odor vaginal que todos deveriam saber.
1. Toda vagina tem um odor
E está tudo bem! “A vagina tem uma secreção natural que tem odor. Suave, mas não inodoro, ou seja, no fim do dia há certo odor em todas as mulheres. É importante conhecer o próprio odor e sua intensidade para procurar um ginecologista quando for diferente”, diz o Dr. Élvio.

2. Toda vagina tem uma característica própria

Sim. A secreção vaginal não é igual água. Ela tem particularidades e, além do odor próprio, um gosto que também varia de mulher para mulher.

3. O odor vaginal muda ao longo da vida

O odor varia com a mudança hormonal. Tanto na menina que ainda não menstrua e praticamente não tem secreção, quanto na mulher na menopausa, o nível de estrógeno é baixo, por exemplo. Nas mulheres que menstruam também ocorre a mudança do odor antes, durante e após o período menstrual.

4. Excesso de cuidado é um problema

Sabonete perfumado ali, desodorante acolá (sim, existe uma gama de desodorantes vaginais), será que o excesso de preocupação faz mal? Segundo o médico, a higiene vaginal não deve ser agressiva ou abrasiva, ou seja, feita com esponjas ásperas. “Pode lavar com água. A água morna ou fria não fará diferença se fizer uma boa higienização”, diz.

5. A colônia de bactérias da vagina deve estar em equilíbrio

Na vagina, existem lactobacilos, ou bacilos de Döderlein, que têm a função de protegê-la, mas também há os agentes patógenos, como fungos e outras bactérias. Normalmente ocorre um equilíbrio e essa secreção não tem odor forte ou causa sintomas. Mas vários fatores interferem nesse equilíbrio, como o uso de antibióticos sistêmicos, relações desprotegidas, vários parceiros, umidade excessiva (muito tempo na água do mar ou na piscina), calor etc. São fatores que alteram e causam o desequilíbrio vaginal.

6. Sexo sem proteção pode ser um causador de mau odor

A secreção vaginal com esperma causa um odor forte que dura um ou dois dias e desaparece espontaneamente. E algumas bactérias, como a Gardnerella vaginalis, proliferam mais rapidamente na presença de esperma, causando o odor forte.

7. Duchas vaginais internas podem ser usadas com moderação

Muitas mulheres optam por fazer duchas internas durante a menstruação ou após o sexo sem camisinha. Segundo o ginecologista, se bem utilizadas, são boas! “Algumas mulheres têm uma sensibilidade grande e sempre têm infecções após relações, e alguns agentes proliferam mais no final da menstruação. Duchas internas ou antissépticos, se usados esporadicamente, não causam danos à flora vaginal. Mas use com moderação.

8. Produtos eróticos, lubrificantes etc. podem alterar o pH da vagina

Tanto podem alterar o odor que, em alguns casos, esse é o efeito do produto utilizado. Entretanto, segundo o médico, esses produtos não necessariamente fazem mal. “Depende muito da sensibilidade da mucosa vaginal e se já tem ou não uma flora alterada por patógenos”, explica.

9. O desodorante de vagina não é uma boa alternativa

Segundo o ginecologista, o uso de desodorantes vaginais pode mudar o pH e a flora vaginal. Quer usar mesmo assim? Procure produtos mais naturais. “Sempre observar o menos agressivo possível, ou seja, com um pH semelhante ao pH vaginal e mais natural, para não agredir a flora e a mucosa”, recomenda.

10. O sabonete íntimo não tem muita função

Segundo o Dr. Élcio, o sabonete íntimo não tem muita ação, pois age apenas na vulva e não penetra na vagina. Assim, ele tem praticamente o mesmo efeito de um sabão comum, apenas mais suave.

11. Banhos de assento têm função paliativa

Banho de assento é coisa de vó, mas está voltando à moda. Receitas de banho de assento de água com sal ou chá de alecrim pipocam na internet. Segundo o ginecologista, os banhos de assento com chás e produtos antissépticos normalmente melhoram a flora vaginal alterada, principalmente quando tem candidíase ou gardnerela. Mas atenção: eles sempre são paliativos e não curativos.

12. O que você come não interfere diretamente no seu odor vaginal

Por último, sabe aquela lenda de que se você se alimentar só de morangos, só de frutas vermelhas etc. vai mudar o odor da sua vagina? Bem, a princípio é só uma lenda mesmo. “Não está bem estabelecido diretamente esse efeito. Sabemos que os alimentos são excretados pelo corpo. É possível que também interfiram no odor vaginal, mas não significativamente para ser facilmente percebido”, finaliza o ginecologista.
Fonte: Revista Ana Maria

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