Família de Eunápolis tenta arrecadar dinheiro para bebê fazer transplante de intestino

Pedrinho precisa de cirurgia em Miami, nos EUA, que custa US$ 1 milhão.

Bebê nasceu em Eunápolis (BA) e está internado em Belo Horizonte (MG).

Uma família de Eunápolis, no extremo sul da Bahia, que mora em Belo Horizonte há quase oito meses, vive um drama. Ela precisa arrecadar US$ 1 milhão para que um bebê faça um transplante de intestino em Miami, nos Estados Unidos.

A cirurgia é a alternativa que pode salvar a vida de Pedro Gomes Oliveira, Pedrinho como é carinhosamente chamado, que está internado no Centro de Tratamento Intensivo (CTI) Pediátrico, no Hospital Felício Rocho, na capital mineira.

Porém, a família conta apenas com uma renda de R$ 1.490 do caminhoneiro Ivanilto Oliveira de Souza, de 43 anos. Ele trabalha em uma empresa de transporte.

Para arrecadar o dinheiro suficiente para o transplante de intestino, a família de Pedrinho está com uma campanha na internet: “Salve o Pedrinho – Um pequeno gesto e um grande milagre”.

De acordo com mãe do bebê, Sueide Gomes da Silva, de 30 anos, até a publicação desta reportagem, R$ 47.984,24 tinham sido doados, ou seja, ainda há um caminho a ser percorrido.

Mas esse percurso não pode ser feito de forma lenta. Sueide disse que, de acordo com os médicos, a cirurgia é indicada quando Pedrinho estiver com 1 ano e com o peso entre 8kg e 10kg. Atualmente, a criança, que completa 8 meses no próximo dia 14, está pesando 6,690kg.

História do Pedrinho

Pedrinho nasceu em Eunápolis (BA) no dia 14 de julho do ano passado, e veio para a capital mineira com dois dias de vida, por causa do problema de saúde.

“Ele nasceu na segunda-feira à noite, com 3,7kg. Na terça, ele estava com o choro fraco, sofrido, ficou pálido e tinha dificuldade para respirar”, relembrou Sueide. Por causa desses sintomas, a criança foi levada ao médico e, em seguida, teve uma parada respiratória.

Como o estado de saúde piorou, o médico procurou por vagas em hospitais maiores em Recife, em Salvador e em Belo Horizonte, onde a vaga foi achada. No dia seguinte, pela manhã, o garoto já estava internado na capital mineira.

O bebê passou por vários exames como ultrassom e raios-X. Segundo a mãe, a barriga dele estava inchada e meio roxa.

Os médicos optaram por fazer uma cirurgia e constataram que o intestino estava malformado, necrosado, com a síndrome do intestino curto. Foi preciso que o órgão fosse retirado.

No CTI, Pedrinho se alimenta de forma intravenosa, por meio de um cateter. Os medicamentos também são administrados da mesma forma.

Além de se preocupar com o filho internado, Sueide ainda é mãe de Hugo, de 6 anos e 7 meses, que cursa o 1º ano. No dia a dia, ela divide o tempo com o primeiro filho, com os afazeres domésticos e na visita rotineira ao bebê, que é feita à tarde.

A reportagem não conseguiu contato com o médico para que ele comentasse sobre o quadro clínico do bebê.

Fonte: Alex Araújo/G1

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