Explosão

As chances de ler numa lápide “Morto por uma explosão aqui no Brasil” são aproximadamente as mesmas de ler “Morto num acidente de avião”, talvés por isso fico comovido com estas tragédias, fica um nó no estômago, como aquela terça-feira de setembro de 2001, os aviões explodindo nas torres gêmeas, na cidade de Nova York.

Existiam grupos de casais no Central Park nos bancos apreciado a natureza, senhores de meia-idade apressados no trânsito de Manhattan, jovens nas academias que foram interrompidos nas suas rotinas, pelo estrondo e desabamento das torres, mas a dor da tragédia foi um tecido que uniu a todos.

A linha aparentemente reta do viver se desmanchava numa curva imprevisível, e o mundo mudou para sempre. Porque o viver não é reto e não há ordem. É o reencarnado com o Big Bang, a grande explosão inicial, pois haverá mudanças de toda ordem, após as mortes a reconstrução e o renascer da vida. Uma ruptura abrupta com o passado conhecido. O mesmo acontece agora em Beirute, com 113 mortes e 4.000 feridos, muitos ainda desaparecidos.

Quando vi as imagens antes da explosão, o lugar parecia plácido, mas, na realidade, era inquietante, já que em instantes haveria uma explosão com mortes, sobreviventes e desabrigados . Aquele mar tranquilo e doce do porto de Beirute, de repente, era amargo e triste com a nuvem cinza dos incêndios ,mas a terra continuara a viajar em sua trajetória circular pelos próximos séculos.

*João é natural de Salvador, onde reside. Engenheiro civil e de segurança do trabalho, é perito da Justiça do Trabalho e Federal. Neste espaço, nos apresenta o mundo sob sua ótica. Acompanhe no site www.osollo.com.br.

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