Estudantes de Itororó são premiados na maior feira de ciência e engenharia do país

Luciana Santos Silva, 20, e Nathália Morgão dos Santos, 18 receberam o Prêmio ABRIC
(Foto: Divulgação)

No Dia Mundial da Água, celebrado nesta sexta-feira (22), as estudantes Luciana Santos Silva, 20 anos, e Nathália Morgão dos Santos, 18, do curso de Zootecnia, do Centro Estadual de Educação Profissional (Cetep) do Médio Sudoeste da Bahia, localizado em Itororó, foram premiadas na 17ª Feira Brasileira de Ciência e Engenharia (Febrace), em São Paulo.

O evento, que começou na última terça (19), na Universidade de São Paulo (USP), é a maior mostra de projetos de Ciência e Engenharia do país, reunindo 332 projetos desenvolvidos por 751 estudantes dos Ensinos Fundamental, Médio e Técnico de todo o Brasil.

As jovens pesquisadoras receberam o Prêmio ABRIC (Associação Brasileira de Incentivo à Ciência) de Destaque em Iniciação Científica pelo projeto ‘Ecoestacas – promovendo propriedades sustentáveis’, que foi desenvolvido na unidade escolar, no âmbito do Programa Ciência na Escola, da rede estadual de ensino.

Em 2018, o projeto ganhou o terceiro lugar na 7ª edição da Feira de Ciências, Empreendedorismo e Inovação da Bahia (Feciba), ocorrida em Salvador. O objetivo da pesquisa é reduzir os custos da confecção de cercas; aumentar a longevidade das mesmas; e reduzir o lixo tóxico com o uso das garrafas de plástico.

Segundo as estudantes, o trabalho foi inspirado em um vídeo que assistiram no Youtube. “Pensamos em uma ação voltada à redução do lixo tóxico produzido em abundância, no caso as garrafas PET, que são descartadas no meio ambiente de forma inadequada, prejudicando, por exemplo, a vida marinha. Usando essas garrafas no revestimento do madeiramento, as cercas terão mais durabilidade, já que elas levam um século para decompor”, explica Nathália.

O projeto foi aplicado, inicialmente, na área verde do Cetep e, atualmente, na Fazenda Cabana da Ponte, de propriedade do ator Marcos Palmeira. A professora orientadora, Thayane Gonçalves, conta que a aluna Luciana Silva está atuando no local, contribuindo para o cercamento. “Além de retirar as garrafas PET do ecossistema, o projeto ajuda os agricultores do nosso município – que vivem, essencialmente, da pecuária – a manterem suas propriedades rurais de forma sustentável, evitando um grande derrubamento de madeiras por conta da prática comum de cercamento”, afirma.

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