Estudante do curso de Medicina da UESC é condenada por falsificar atestado de residência em comunidade quilombola

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O juiz Clarindo Garcia Brito, da 2ª. Vara Criminal da comarca de Vitória da Conquista condenou uma estudante de medicina da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESC). A estudante declarou endereço falso para concorrer a uma vaga na universidade pelo sistema de cotas para quilombolas. Para o Ministério Público da Bahia, que apresentou a denúncia, a estudante nunca morou no local que declarou, uma comunidade quilombola no povoado da Rocinha, zona rural do município de Livramento de Nossa Senhora. A estudante apresentou aos órgãos competentes uma declaração falsa de representante da comunidade. O atestado de residência na comunidade, segundo a promotora Carla Medeiros, autora da denúncia, é falso e a estudante sempre morou no centro da cidade, mostrando a vida de alguém da classe média. Condenada por falsidade ideológica, a estudante de Medicina recebeu do juiz a benesse de recorrer em liberdade, estabelecendo que ela preste serviços comunitários e ainda pague multa de um salário mínimo, que deverá ser convertida em cesta básica, a ser doada a uma instituição de caridade.

A direção da UESC não tomou qualquer atitude contra a estudante, pois ainda não foi notificada pela Justiça, mas a exclusão do curso pode ser a medida mais drástica.

Da Redação, com informações do GI

 

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