Estado Islâmico mata 8 homens por suposta cooperação com governo iraquiano

Cinco vítimas foram identificadas como oficiais da polícia e dois como informantes, não há informações sobre a oitava vítima

O grupo Estado Islâmico informou ter matado oito homens na província iraquiana de Salahuddin, ao norte de Bagdá, porque eles supostamente colaboraram com forças de segurança do governo e com os ataques aéreos internacionais que têm o grupo como alvo.

Uma série de fotografias, postadas na noite de segunda-feira numa conta do Twitter geralmente usada por militantes, mostra oito homens com barba, vestidos com macacões cor de laranja, com as mãos amarradas às costas. Cinco foram identificados como oficiais da polícia e dois como informantes, mas não foram fornecidas informações sobre a oitava vítima.

As imagens mostram os homens vendados sendo levados para a margem de um rio por homens armados mascarados, sob o que parece ser uma ponte. As vítimas são então obrigadas a se ajoelhar e são alvejadas na cabeça. O grupo não diz quando as mortes aconteceram.

Mas um funcionário da província, que falou em condição de anonimato, afirmou nesta terça-feira que os homens eram oficiais do Exército que abandonaram a farda antes de os militantes assumirem o controle de partes da província no ano passado e que eles não cooperaram com as forças do governo iraquiano.

A capital da província de Salahuddin, Tikrit, e outras cidades próximas estão sob o domínio dos militantes desde junho, quando o Estado Islâmico expandiu-se rapidamente pelas regiões dominadas por sunitas no norte e oeste do Iraque.

Desde então, o grupo militante declarou a criação de um califado numa área que ocupa cerca de um terço dos territórios do Iraque e da vizinha Síria. Mas o fato de o grupo colocar em prática uma interpretação rígida da lei islâmica, a falta de serviços públicos e a estagnação econômica têm desagradado alguns moradores dessas regiões.

Com o objetivo de esmagar qualquer revolta em potencial, os militantes começaram a matar policiais e soldados que vivem em áreas iraquianas sob seu controle, principalmente depois do início da campanha aérea liderada pelos Estados Unidos, em apoio às ofensivas em terra de combatentes curdos, milícias xiitas e do governo do Iraque.

Fonte: Estadão Conteúdo

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