ESTA ERA A NOSSA VIDA!

Nasci em Cachoeira do Mato (uma pequena vila no interior da Bahia) , cresci em Nova Lídice (também uma pequena vila no interior da Bahia) Quando ainda adolescentes eu e meu irmão fomos estudar em uma escola agrícola em Colatina- ES.
Não tínhamos bolsa família e nem vale gás. Não tinha google nem celular… As pesquisas de escola eram feitas em bibliotecas (usávamos a barsa, tesouro da juventude, Delta Larousse, o Google da nossa época), escritas a mão (se estivesse igual como no livro, estávamos ferrados).
Na escola todos os alunos tinham apelidos, cada apelido mais engraçado que o outro. Todo mundo era zoado, às vezes até brigávamos, mas logo estava tudo resolvido e seguia a amizade… Era brincadeira e ninguém se queixava de Bullying.
Existia o valentão, mas também existia quem defendesse. Toda a semana, antes de iniciar as aulas, cantava o hino nacional com a mão no peito e com orgulho, e ai de quem cantasse errado, cruzasse os braços ou aplaudisse após cantar o hino. Tinha o desfile de 7 de setembro e a gente sempre querendo ser destaque…
O famoso “kisuko” que com $0,10 centavos comprávamos e era o único pó que conhecíamos.
Fazíamos 2 litros com um pacotinho e a língua ficava colorida por uns dois dias. Tinha também o chiclete ping-pong.
Época em que ser gordinho(a) era sinal de saúde e se fosse magro, tínhamos que tomar o Biotônico Fontoura. A frase “peraí mãe” era para ficar mais tempo brincando na rua e não no celular ou computador…
As brincadeiras eram saudáveis, brincávamos de bater em figurinhas e não nos nossos professores. Nossa aventura era tocar campainha e sair correndo. Na rua jogar bola, pique esconde, queimada, namoricos, pega-pega, andar de bicicleta, pular corda, elástico, bolinha de gude, todo mundo brincava junto e como era bom.
Bom não, era maravilhoso!
Que saudades dessa época em que a chuva tinha cheiro de terra molhada! Época em que nossa única dor era quando usávamos merthiolate nos machucados.
Éramos felizes em comparação com esse mundo de hoje onde tudo se torna bullying ou preconceito.
Nossos pais eram presentes, educação era em casa. Nada de chegar em casa com algo que não era nosso, desrespeitar alguém mais velho ou se meter em alguma encrenca (somente um olhar bastava), e lá vinha o famoso e terrível em casa a gente conversa.. E tínhamos hora pra chegar em casa: entre 18 horas e 19 horas para tomar banho, com tolerância e nem um minuto a mais. Tínhamos que levantar para os mais velhos sentarem. Almoçávamos e jantávamos à mesa. E com todo respeito e educação.
Fico me perguntando, quando foi que tudo mudou e os valores se perderam e inverteram dessa forma?
São valores que temos que resgatar.
Época boa demais!

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