Encontro sobre os benefícios da silvicultura em Itamaraju

Programa Ambiente Florestal Sustentável promove reunião em 30/08, às 18h, na Câmara de Vereadores de Itamaraju (BA)

Encontro sobre os benefícios da silvicultura em Itamaraju
Foto: Reprodução/Bio-Orbis

‘Oportunidades de negócios na cadeia produtiva da silvicultura (bens madeireiros e não-madeireiros) e seus benefícios para a região de Itamaraju (BA)’. Este é o tema da reunião que o Programa Ambiente Florestal Sustentável (PAFS) – uma iniciativa da Associação Baiana das Empresas de Base Florestal (ABAF) – realiza em 30/08, às 18h, na Câmara de Vereadores de Itamaraju (Praça Independência, 244). O encontro, que tem parceria do Sindicato Rural de Itamaraju e apoio da Câmara de Vereadores e da Prefeitura de Itamaraju,  é aberto ao público interessado em conhecer mais sobre a silvicultura. As inscrições são gratuitas, mas as vagas limitadas. As inscrições devem ser feitas através do telefone do Sindicato Rural de Itamaraju: (73) 3294-1302.

O programa inclui: ‘Apresentação sobre o Setor Florestal na Bahia e Brasil’, por Wilson Andrade (Diretor Executivo da ABAF); ‘Programa Ambiente Florestal Sustentável’, por Paulo Andrade (Coordenador do programa); ‘Manejo Florestal Sustentável’, por Gleyson Araújo (Produtor Rural – Associação dos Produtores de Eucalipto do Extremo Sul da Bahia – Aspex); ‘Aspectos Sociais, Econômicos e Ambientais das Plantações Florestais’, por Sebastião Valverde (Universidade Federal de Viçosa); ‘Regularização e Licenciamento Ambiental’, por Leandro Mosello Lima (Consultor Jurídico) e, no final, tempo para perguntas. O evento está programado para encerrar às 21h.

“Este tipo de evento é importante para Itamaraju que tem o agronegócio como a base da sua economia. O plantio de florestas pode vir a incrementar nosso crescimento, gerando mais emprego e renda. E, com tudo isso, ajudar a cidade a despontar no Extremo Sul da Bahia como um lugar ideal para o agronegócio e o plantio de florestas, especialmente por nossas excelentes condições edafoclimáicas”, declara o presidente do Sindicato Rural de Itamaraju, Everaldo Melo.

Encontro sobre os benefícios da silvicultura em Itamaraju

De acordo com o diretor executivo da Associação Baiana das Empresas de Base Florestal (ABAF), Wilson Andrade, a Bahia ainda não produz (e processa) a madeira plantada suficiente no estado e muito disso se dá pela falta de conhecimento sobre o setor e suas vantagens. “Trabalhamos, inclusive, para a inclusão dos pequenos e médios produtores e processadores de madeira para uso múltiplo, visando o atendimento da demanda por móveis, peças e partes de madeira na Bahia – hoje atendida, na sua maior parte, por outros estados brasileiros”, explica.

O setor, além dos aspectos econômicos (veja quadro anexo), gera impacto positivo no que diz respeito ao meio ambiente, compromisso social e qualidade de vida. Árvores plantadas são cultivadas atendendo a planos de manejo sustentável que tem como objetivo reduzir os impactos ambientais e promover o desenvolvimento econômico e social das comunidades vizinhas. Plantadas para evitar a pressão e degradação de ecossistemas naturais, as florestas contribuem ainda para o fornecimento de biomassa florestal, lenha e carvão de origem vegetal.

Os plantios de árvores desempenham importante papel na prestação de serviços ambientais: evitam o desmatamento de habitats naturais, protegendo assim a biodiversidade; preservam o solo e as nascentes de rios; recuperam áreas degradadas; são fontes de energia renovável e contribuem para a redução das emissões de gases causadores do efeito estufa por serem estoques naturais de carbono.

O Programa – O PAFS é um programa coordenado pela ABAF em parceria com a ADAB e vem trabalhando temas relativos à educação ambiental em comunidades rurais, como: Uso Múltiplo da Floresta Plantada; Regulamentação Ambiental das Propriedades Rurais (Código Florestal/ CAR/ Cefir); Integração Lavoura, Pecuária e Floresta (iLPF)/Agricultura de Baixo Carbono (Plano ABC); Preservação dos Recursos Hídricos; Prevenção e Controle de Incêndios Florestais; Controle de Gado nas Áreas de Preservação; Combate ao Carvão Ilegal e Programa Fitossanitário de Controle de Pragas.

O resultado tem sido muito positivo graças às parcerias feitas com o Governo do Estado, através da Seagri e ADAB; Sindicados Rurais da FAEB/Senar; e Prefeituras, através de suas secretarias de agricultura e meio ambiente.  “Acreditamos que a responsabilidade de uma produção rural sustentável tem que ser de todos nós”, acrescenta Andrade.  O PAFS conta com uma equipe de engenheiros (agrônomos e florestais) que vem trabalhando com uma estrutura formada por veículos, equipamentos audiovisuais, campanha publicitária e material informativo. Após intenso trabalho em cerca de 1 ano, o PAFS percorreu mais de 103 mil quilômetros, realizou cerca de 114 treinamentos em aproximadamente 100 comunidades, instruindo cerca de 4 mil produtores rurais de frutas, eucalipto, café, entre outras culturas, da região.

Para mais informações: Site (abaf.org.br) e nos canais ABAF no Facebook, YouTube, Issuu  e SoundCloud

Yara Vasku – Comunicação ABAF – (71) 3342-6102/ 99119-7746/ yaravasku.abaf@gmail.com

Wilson Andrade – Diretor Executivo ABAF – (71) 3342-6102/ 98801-3000 / wilsonandrade@terra.com.br

O setor na Bahia

  • Cerca de 95 empresas de processamento de madeira. Destaque na produção de celulose, celulose solúvel, papel, ferro liga, madeira tratada, carvão vegetal e lenha para o processamento de grãos.

 

  • Em 2014, o PIB do setor florestal baiano atingiu R$ 9,02 bilhões, apresentando um crescimento de 6,5% comparado ao ano anterior. Com isso, o PIB do setor florestal baiano representou 5,4% do PIB da Bahia.

 

  • Em 2014, os tributos arrecadados (municipal, estadual e federal) totalizaram R$ 1,25 bilhão, o que representou 5,3% da arrecadação do total do estado da Bahia.

 

  • Em 2014, a balança comercial do setor florestal baiano registrou superávit de US$ 1,64 bilhão, representando 17,9% do saldo da balança comercial do setor florestal brasileiro, enquanto o saldo da balança comercial da Bahia totalizou US$ 28 milhões.

 

  • Número de empregos mantidos pelo segmento florestal baiano: 323 mil, sendo 40 mil empregos diretos, 101 mil indiretos e 182 mil resultantes do efeito-renda.

 

  • O investimento em programas socioambientais junto às comunidades da Bahia foi de aproximadamente R$ 9,6 milhões (46% para o desenvolvimento econômico, 21% para o meio ambiente, 33% para programas de educação e treinamento, sociocultural, saúde e outros).

 

  • Evolução do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Os municípios com operações florestais obtiveram melhoras significativas nos fatores utilizados para o cálculo do índice: educação, longevidade e renda. Entre os anos de 1991 e 2010 o crescimento do IDH dos municípios florestais foi de 84%, enquanto, o crescimento dos municípios não florestais foi de apenas 63%.

 

  • Área de plantio florestal: 671 mil hectares. Isso corresponde a apenas 1,2% do território baiano – com destaque para o Sul, Sudoeste, Oeste e Litoral Norte – e ocupou o quinto lugar no ranking de principais estados produtores de florestas no Brasil, representando 8,7% da área plantada total do país.

 

  • A produtividade dos plantios de eucalipto da Bahia é a maior no mundo, principalmente pelas condições edafoclimáticas regionais e pela tecnologia de ponta empregada na cultura. Em 2014, a produtividade média dos plantios baianos de eucalipto atingiu 42 m³/ha/ano, superior à média brasileira e à média de outros importantes países produtores de florestas.

 

  • A Bahia conta com 549 mil hectares de plantios certificados, o que representa 82% do total plantado no estado. Com isso, a Bahia é o estado que possui a maior razão entre área certificada e área plantada no Brasil. Os outros estados certificaram, em média, 60% dos plantios florestais.

 

  • A indústria de base florestal da Bahia contribuiu para a proteção de cerca de 473 mil hectares na forma de Reserva Legal (RL), Áreas de Preservação Permanente (APP) e Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN). As empresas florestais também foram responsáveis pela preservação voluntária de 80 mil hectares, o que representou 17% da área preservada no estado.

 

 

 

 

 

 

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