Educação e Mudanças

Hamilton Farias de Lima, Professor Universitário.

   “O segredo da mudança é concentrar toda a sua energia, não na luta contra o velho, mas na construção do novo”, Sócrates (469-399 a.C).

Qual a maior riqueza de uma pessoa, de uma família ou de uma nação, que possa superar sua Educação? Claro, a vida é o bem supremo!   No entanto, a Educação é o complemento que, no seu tempo, modela a vida, dá-lhes significado social e proporciona consciência cidadã para um desejável conviver coletivo, dentre outros contributos afirmativos e inerentes ao individuo.

E como atingi-la vista à luz da formação crítica e profissional do cidadão, do desenvolvimento econômico integrado do País, do seu patrimônio intelecto-cultural e da formação dos valores ético-morais; da liberdade sem distinção étnica ou ideológica, da preservação da democracia e dos direitos iguais para todos?

Em paralelo aos questionamentos supra, e em contraponto ao tesouro representado pela Educação, a pobreza e a ignorância não requerem esforços maiores para a identificação de suas origens e a compreensão de suas consequências, quer históricas ou atuais, seja em qualquer uma das maiores potencias econômicas do mundo – ou, simplesmente, no maior colosso das Américas do Sul e Latina, o Brasil -, ou, com perdão das palavras, em qualquer republiqueta de bananas!

A pobreza e a ignorância, de mãos dadas, estão à vista e representadas por milhões e milhões de brasileiros, ausentes dos bens sociais, jogados na vala comum dos marginalizados, que não gozam da plenitude ou dos mínimos direitos inscritos na Constituição e normas outras infraconstitucionais. É uma vergonha – verdadeira afronta -, constituída de agrupamentos sociais que circundam desde as periferias das grandes metrópoles às pequenas cidades, estendendo-se como metástase invasiva nos inumeráveis grotões existentes no gigante chamado Brasil!

É indispensável refletir que, pela via da Educação, o homem, de formação crítica e não apenas de valores humanistas, constrói com sua própria consciência a dialogia em busca de respostas; as buscas das soluções medianamente aceitáveis para que as mudanças se tornem não apenas matérias de discursos momentâneos, mas, sobretudo, pontualizadas como metas prioritárias de políticas afirmativas reparadoras e mudancistas, destinadas a envolver segmentos sociais demandantes e plenamente conhecidos.

A tanto é indispensável se ter em mente a energia transcendente da Educação, com seus valores ético-morais; a formação conteudística atualizada e transformadora, constante dos programas curriculares voltados aos interesses do desenvolvimento econômico e social. É ir além e não, apenas, se circunscrever aos conhecimentos da ciência e da tecnologia, bem como, voltar-se à formação do ser em sua plenitude física, intelectual e moral para uma vivência mais plural, harmônica e integradora no plano social.

Educação para a vida e para o trabalho, num plano dialógico, requer um acompanhamento vis-à-vis da própria dinâmica social e, portanto, dos seus contextos; a sociedade em transformação como consequência das experiências do cotidiano, dos encontros e desencontros, das mudanças proporcionando os avanços, ditos “conquistas”, que acrescentam segurança e qualidade no viver.

Nos horizontes visualizados dos países desenvolvidos, conceituados como de primeiro mundo, os exemplos transformadores não foram obras do acaso.  Eles representam, no quadro histórico da humanidade, as resultantes de esforços daqueles que compreenderam o significado da Educação, que perceberem seus valores, e buscaram definir em processos contínuos, de décadas e décadas, com dedicação transparente e firme, as políticas apropriadas às mudanças sonhadas e concretizadas, ao longo do tempo.

 

 

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