E o que Resta a Temer?

      “O progresso é impossível sem mudança; e aqueles que não conseguem mudar as                suas mentes não conseguem mudar nada”, George Bernard Shaw (1856-1950).

Compreende-se o ambiente desgastado em que se encontra a Nação brasileira, em face os percalços e as consequências nefastas de suas últimas administrações, a refletir nos setores da economia e, daí, ao social em suas diversas facetas. O País tem saídas ou, efetivamente, chegou-se ao fundo do poço, e os horizontes estão plenos de nuvens negras, anunciadoras de tempestades em que o ruim ficará pior?

A priori, é preciso refletir que existe um Brasil de dezenas e dezenas de milhões de habitantes que não jogaram a toalha, ainda, e que há um jogo em desenvolvimento: a presunção sadia de mudanças para um amanhã melhor.

Ah, a Educação está mal, a Saúde vai de mal a pior, o Desemprego afeta milhões e a Insegurança nunca antes atingiu indicadores tão elevados. Infelizmente, isto é real!

São todos fatos e para exemplificar, veja-se a Educação, especificamente: não há como se negar a realidade consequente às ofertas precárias de ensino em quaisquer de suas modalidades existentes, seja da pré-escola ao superior. Isto é visível, principalmente quando se relaciona a rede de ensino brasileira a de outros países, mesmo os vizinhos da America do Sul e Latina, seja num plano de inclusão social, na qualidade e atualidade dos programas curriculares, na formação e motivação dos docentes, da gestão e da estrutura física, todos voltados à educação.

Afinal, quais os demais óbices em relação á potencial e real grandeza brasileira; seu pleno e integrado desenvolvimento político-econômico-social; o que resta a temer?

O Brasil, África do Sul, Alemanha, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Canadá, China, Coreia do Sul, Estados Unidos, França, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Reino Unido, Rússia, Turquia e Países membros da União Europeia constituem um grupo que, anualmente, se reúnem para análises e deliberações quando o assunto é crise econômica. Organizado em torno das 20 maiores economias do globo (G20), como forum, o objetivo principal é a cooperação e consulta em assuntos financeiros internacionais, com a preocupação voltada à promoção sustentável do desenvolvimento econômico mundial, isto em síntese. Do forum, são peças chaves os ministros da economia e os presidentes de bancos centrais, além dos chefes de Estado que também comparecem.

Para o Fundo Monetário Internacional (FMI), 2016, que classificou as 15 maiores economias globais, o Brasil, com US$1.798,62 bilhões de Produto Interno Bruto (PIB), é a 9ª economia mundial, a frente do Canadá, Coreia do Sul, Rússia, Austrália, Espanha e México, mesmo com um quadro de crise jamais visto em sua história contemporânea, como as ocorrências dos últimos anos, inclusive e principalmente pós-2014.

Ora, se a economia é o motor que impele o progresso, mesmo no quadro atual de desvario de uns, porém acertadamente da contra ação do povo brasileiro, do poder judiciário e de suas instâncias, ora alertas e atuantes, o que deverá ser feito, ainda na perspectiva do que resta a temer?

Sem dúvidas, há que se ir adiante, sem temores, renovando os ideais e conjugando as forças necessárias à retomada dos anseios de uma Nação para todos, a mais plural possível, de forma a superarem-se as desigualdades e com o respeito devido à ordem constitucional; sempre atentos aos interesses nacionais, aos desdobramentos futuros da administração pública a serem materializados no plano da legalidade, da moralidade e da eficiência, entre outros dos seus princípios.

Afinal, é a consciência crítica cidadã que decide, sem temer, superando o temor, e propondo a implantação da esperança para novos dias!

 

 

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