E agora, José?

Depois de dizer que esperara muito, César Borges abandonou o barco de Jacques Wagner e aportou na candidatura Geddel Vieira Lima. Borges vai até ser candidato na chapa de Geddel.

Ora, como fica agora a questão colocada por petistas de que a candidatura de César Borges daria a vitória a Wagner no primeiro turno? A esse escriba foi dito que era preciso engolir sapo para se conseguir a vitória e que o importante era conseguir a vitória de JW, a qualquer custo. Respondi (e escrevi aqui) que não estava convencido de que esses nomes eram tão importantes assim, a ponto do PT sacrificar companheiros de valor e suportar Otto Alencar e César Borges como candidatos na chapa de Wagner, um vice e outro senador. São carlistas históricos, prontos para a traição. Pois Borges começou a festa.

 

Quem mais sairá do chapelão do governador? Difícil responder, mas fala-se que o deputado Carletto jamais ficará contra Paulo Souto. Petistas mais radicais, que ainda não são profissionais da política, estão gostando da defecção de Borges e vibrariam com a saída carlettiana.

Para eles, essa turma já vai tarde.

Pauladas

Na última sessão da Câmara de Teixeira de Freitas, o vereador Henrique da CEPLAC desceu a borduna em Agnaldo Garcez e Adriano Romariz. O vereador verberou com duras palavras o que ele chama de caráter perseguidor dos dois. Sabendo-se que Henrique é homem do governador, candidato a deputado estadual, e que Carletto, dominador de Romariz e Garcez, é neófito na base aliada, sendo sempre considerado um futuro seguidor de Paulo Souto, não seria esse um sinal de que Jacques Wagner não mais vai aceitar dormir com o inimigo? Afinal, flertar com Carletto, que é dono do DETRAN, onde vicejam Romariz e Garcez e da Secretaria onde manda Wilson Brito Filho, além de candidato a deputado estadual, os quatro sempre colocando o governador em saia justa, pode ser dose que já passou do razoável.

Quem viver, verá.

Falta de aviso jamais

Se há uma coisa da qual o governador JW jamais poderá reclamar dos companheiros foi de falta de aviso a respeito de alguns nomes. Foi avisado sobre Geddel, não acreditou. Foi avisado a respeito de José Carlos Araújo, não acreditou. Foi avisado a respeito de César Borges, não acreditou. Agora, todos estão aí se bandeando para outro lado, “costeando o alambrado”, como dizia Brizola, e colocando dificuldades à candidatura do próprio Wagner.

Please, sem reclamações – jogou e, em alguns casos, perdeu. O governador e Rui Costa.

Pergunta

De repente, um preocupante silêncio baixou em nossos órgãos de imprensa sobre o assunto “prisão do secretário Edésio de Porto Seguro”. Já está em Porto? Como foi a chegada, se chegou? Por que não falam mais? O assunto deixou de ser importante?

Há momentos em que o silêncio é um grito de altura maior que as Torres Gêmeas.

Manoel Leal

Na vergonha que representa a impunidade na Bahia no que tange a crime de mando contra radialistas e jornalistas, um alento. No Dia do Jornalista, o governador Jacques Wagner, seguindo orientação da Sociedade Interamericana de Imprensa, indenizou a família do jornalista Manoel Leal, assassinado anos atrás em Itabuna, com a importância de R$ 100.000 ,00. Mais do que o valor financeiro, que jamais pagaria a vida de alguém, fica a esperança de que agora o inquérito tome mais algum impulso e possa ser feita a justiça. Espera-se que isso aconteça também nos casos de Ivan Rocha (a família está na miséria) e no caso de Ronaldo Santana, cuja família passa por graves necessidades.

A liberdade agradece.

Rebelião, será?

Um fato aconteceu na penúltima sessão da Câmara Municipal que está mostrando que os vereadores (alguns, pelo menos) não estão mais rezando na cartilha da unanimidade que traz a Câmara como caudatária do prefeito Apparecido. Vejamos: uma fonte de mais pura credibilidade afirma que o vereador Ednaldo (PT) solicitou, variadas e reiteradas vezes ao prefeito Apparecido, para que ele informasse à Câmara o andamento dos Projetos de Lei e Pedidos de Providência que em todas as sessões são remetidos ao executivo e pareciam ter o destino da gaveta de S. Exa, já que nem notícia deles havia, quanto mais retorno.

Os pedidos informais de nada adiantaram e o silêncio do prefeito se mantinha sepulcral. Edinaldo, vendo baldados seus esforços, resolveu formalizar seus pedidos: mandou requerimentos para que as informações fossem prestadas. Aí, alguns vereadores convenceram Edinaldo que um simples ofício resolveria a questão, já que os poderes Executivos e Legislativos estão em lua de mel. No dia 22, Edinaldo fez redigir dois ofícios, nos quais solicitava informações sobre o Processo Licitatório, Contrato e Ordem de Serviço referentes á obra de ampliação do Estádio de Teixeira de Freitas e outro que solicitava cópias da Folha de Pagamento da Secretaria Municipal de Educação nos meses de agosto a dezembro de 2009 e janeiro e fevereiro de 2010. Pois, o vereador Edinaldo quedou-se exangue de surpresa quando, no dia 23, recebeu um Ofício assinado pelo prefeito, dizendo que a solicitação em questão teria que passar primeiro pela Mesa Diretora da Casa.

Raciocinava S. Exa, que tinha maioria e que tais requerimentos não seriam aprovados. Só que o raciocínio do prefeito melou. Na sessão plenária de 30, uma vez postos em votação os requerimentos, eles foram aprovados por 7 votos contra 4: o Ver. Garotinho estava na Casa, mas teve que se ausentar antes da votação para resolver um problema particular, o Ver. Henrique da CEPLAC não compareceu à Sessão, informando ser por motivo de saúde, e os vereadores Gilberto do Sindicato e Lula votaram contra. É a primeira vez que o prefeito vê contrariada a sua vontade na Câmara.

Será que alguma coisa está mudando?

libertação

O STJ libertou Arruda. Demorou muito, mas o Tribunal alega que Arruda já não é governador e, como comum dos mortais, não pode mais atrapalhar o andamento de qualquer processo. A decisão foi contra pedido do Ministério Público Federal.

Vamos ver agora a força do homem.

Bola dentro com poesia

“Uma parte de mim

é só vertigem,

outra parte linguagem.

Traduzir uma parte

na outra parte

-que é uma questão de vida ou morte-

será arte?” (Ferreira Gullar)

 

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