Descoberta cerâmica com ossada indígena em Pau Brasil

Cerâmica analisada por pesquisadores
O arqueólogo Carlos Etchevarne e a coordenadora do Programa de Pesquisas sobre Povos Indígenas do Nordeste Brasileiro (Pineb), a antropóloga Maria do Rosário Carvalho, professores da Universidade Federal da Bahia (Ufba), confirmaram na terça-feira, 1º, a descoberta de cinco urnas funerárias indígenas – apenas três foram escavadas–na Reserva Caramuru-Paraguaçu, na região de Água Vermelha, distante cerca de 10 km do município de Pau Brasil. A área é habitada por índios pataxó hã-hã-hães. Para o arqueólogo, há fortes indícios de que o local tenha sido um cemitério indígena no passado.

A comunidade percebeu o achado há pouco mais de um mês. Enquanto preparava o terreno para o plantio, um grupo de índios acabou encontrando uma urna funerária e muitas cerâmicas antigas enterradas a aproximadamente 1,5 metro de profundidade.

Eles entraram em contato com o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), em Itabuna, que enviou a antropóloga Patrícia Navarro para fazer um levantamento prévio do material no local. A profissional acionou os pesquisadores da Ufba. Desde então, a área ficou isolada até a chegada deles.

O arqueólogo Carlos Etchevarne disse que uma das ossadas era de uma criança entre 7 e 8 anos, e não soube precisar a idade das urnas, que ainda passarão por análise minuciosa na Ufba, em Salvador. O professor afirmou ainda que as urnas recém descobertas são idênticas ao objeto encontrado em Porto Seguro, em 1998: um achado com idade estimada em 650 anos.

Os outros materiais achados continham muita terra, e foram encontrados vestígios de ossos humanos.

Fonte: A Tarde

Comente!

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui