Deputados levam caixão para Assembleia Legislativa da Bahia

Eleição para conselheiro do TCE na semana passada, causou o protesto.

Presidente da Assembleia suspendeu sessão duas vezes nesta terça-feira.

 

Deputados da bancada da oposição levaram um caixão para o meio do plenário nesta terça-feira (3) na Assembleia Legislativa da Bahia.

O ato foi por causa da eleição na semana passada para conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE). Na votação vencida pelo Partido dos Trabalhadores (PT), houve confusão. De acordo com o deputado Carlos Gaban (DEM), que disputava o cargo para conselheiro do TCE, com o também deputado Zezé Ribeiro (PT), houve violação do sigilo de voto, na ocasião.

Gaban disse que os colegas da bancada do governo estavam sendo coagidos a comprovar o voto para o deputado Zezéu Ribeiro, candidato indicado pelo governador do estado. A confusão teria começado quando o deputado Sargento Isidório foi visto fotografando o próprio voto, que é secreto. Já Zezéu Ribeiro afirmou que a votação foi legítima.

Nesta terça-feira, a sessão foi suspensa duas vezes por causa do protesto. Em cima do caixão havia uma cópia da Constituição da Bahia e do regimento interno da Casa. O deputado Gaban explica o motivo do protesto. “A forma com que o PT agiu, enterrando a Constituição do nosso Estado, enterrando acima de tudo, a democracia da maneira truculenta, abusiva com que constrangeu os deputados de sua base forçando-os a tirar fotos do voto pra comprovar a sua lealdade”.

“Não houve em nenhum instante, nenhuma exigência pra que alguém tirasse foto de voto. Agora, o que houve no dia da votação foi uma oposição que ganhou a primeira e perdeu a segunda. Na segunda tentou rasgar voto, quebrar urna”, disse o deputado estadual Zé Neto (PT).

O presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Nilo, pediu a retirada do caixão, mas como não foi atendido, resolveu suspender a sessão. “Existe no regimento um artigo que me permite quando tem tumulto, quando tem um fato lamentável, o presidente pode suspender. Eu suspendi e amanhã ás nove horas nós vamos votar os projetos de interesse da sociedade”, conta.

Confusão

A votação que elegeu o deputado federal Zezéu Ribeiro como novo nome do TCE, contra o deputado estadual Carlos Gaban, foi marcada por confusão generalizada ALBA, em Salvador, na noite de quarta-feira (28).(Veja o vídeo ao lado)

Foram precisos duas votações para conseguir a maioria absoluta dos votos, que é de 32. Na primeira, Zézeu ficou com 27 e Gaban com 28. Já na segunda vez, o petista conquistou 35 e o democrata 23. Dos 63 deputados, 61 estiveram durante a votação.

O líder da oposição, o deputado Elmar Nascimento (DEM), acusa que ocorreu violação do sigilo de voto e afirma que vai entrar com uma ação na Justiça pedindo reconsideração.

O presidente da Casa, deputado Marcelo Nilo (PDT), nega que houve fraude na eleição e indica que vai entrar com representação no Conselho de Ética para apurar a conduta dos deputados Elmar Nascimento e de Paulo Azi, ambos do DEM. Gaban, que perdeu a votação, assumiu mandato em janeiro de 2013 como suplente Gildásio Penedo, que renunciou para assumir cargo no TCE.

“Quebrar o decoro é pegar os votos, as urnas e jogar no chão. O deputado Elmar disse que a Casa é um cabaré, um prostíbulo. É um desrespeito à Casa. A pessoa tem que ser grande e saber perder. Eles queriam que eu proibisse e revistasse a entrada de deputados com celular. Eu não posso, não tenho esse poder. A eleição foi limpa”, afirmou.

“Quando o governo viu que ia perder, determinou a violação dos sigilo do voto. Vimos flashes. Um deputado que me disse e denunciei. Pedi que deputado não enterrasse na cabine com o celular. O voto é secreto. É caso de quebra de decoro. Vamos reunir com jurídico”, relatou o líder da oposição, Elmar Nascimento. Em seguida, ele diz que não chegou a ver os flashes e que não houve flagrante do registro do voto.

 

 

 

 

Fonte: G1, com informações da TV BA

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