Deputada participa de audiência pública e volta a cobrar suspensão da demarcação

A deputada estadual Ângela Sousa (PSD) participou na manhã desta segunda-feira (23) de uma audiência publica proposta pela Comissão de Segurança Pública e Direitos Humanos da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) para discutir sobre a questão da demarcação de terras indígenas no Sul da Bahia. Participaram da reunião cerca de 250 pequenos produtores dos municípios de Ilhéus, Una e Buerarema que vivem num clima de terror e ameaças desde que foi iniciado o processo de demarcação de terras indígenas que atingirá 47 hectares na região sul baiana. Caso o processo seja concretizado, cerca de 20 mil famílias de pequenos agricultores desses três municípios, a maioria que vive da agricultura familiar, poderão perder suas propriedades.

Em seu discurso durante a audiência pública, a deputada Ângela Sousa, que desde 2008 vem acompanhando a luta dos pequenos agricultores do Sul da Bahia, voltou a defender a proposta de suspensão imediata do processo de demarcação de terras, assim como ocorreu no estado do Paraná. Ângela Sousa também reafirmou o requerimento apresentado na Comissão de Direitos Humanos e Segurança Pública da Assembleia Legislativa da Bahia solicitando o apoio dos parlamentares para o agendamento de uma audiência com os ministros da Justiça, José Eduardo Cardozo, e da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, para discutir sobre o conflito.

Justifica a deputada estadual que mesmo o governador Jaques Wagner buscando o apoio do Ministério da Justiça e da própria presidente Dilma Rousseff, os parlamentares devem unir as forças e também buscar providências dos órgãos competentes, com o objetivo de pedir a suspensão da demarcação de terras. Ela alertou para o clima tenso que se instalou na região, com as constas invasões de terras, agressões contra os trabalhadores e pequenos produtores e até mortes, reassaltando que a demarcação de terras é um assunto de extrema relevância, sendo suprapartidário e que cabe a todos o papel de mediar essas discussões para evitar consequências ainda mais graves. “Por esse motivo é que não temos dúvidas que o melhor para a região hoje é a imediata suspensão do processo de demarcação”, defendeu a deputada.

Ângela Sousa fez questão de ressaltar que não é contra a demarcação, mas é necessário estabelecer critérios de como ocorrerá esse processo e o que será feito com mais de 20 mil famílias das regiões de Una, Ilhéus e Buerarema que hoje vivem da agricultura familiar e que podem perder suas propriedades. “São milhares de pequenos agricultores que vivem com suas mãos calejadas do trabalho para sustentar suas famílias. É gente que vive do trabalho e que planta para abastecer a cidade. Para onde irão essas famílias caso ocorra a demarcação?”, questionou a deputada estadual.

 

 

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