Conquista: MPF denuncia homem por manter pessoas em trabalho escravo

Sete trabalhadores e familiares vivam em clube ‘desumano’, diz o órgão.

Conquista: MPF denuncia homem por manter pessoas em trabalho escravo
Famílias eram mantidas em lugares insalubres (Foto: Divulgação / MPF-BA)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O presidente da Associação Desportiva Rural, que foi demolida há um ano em Vitória da Conquista, sudoeste da Bahia, está sendo denunciado por manter pessoas em condições análogas ao trabalho escravo no período de funcionamento do empreendimento, que era conhecido como o “Clube da Derruba”. A ação, que está sendo movida pelo Ministério Público Federal (MPF), foi divulgada pelo órgão nesta sexta-feira (5).

De acordo com o MPF, fiscalizações realizadas no espaço em conjunto com Ministério Público do Trabalho (MPT), Polícia Federal (PF) e Ministério do Trabalho, entre os períodos de 28 de fevereiro e 1º de março de 2013, atestaram que sete trabalhadores acompanhados de familiares eram mantidos no local em situação desumana.

Segundo o MPF, as pessoas que viviam e trabalhavam no espaço não possuiam Carteira de Trabalho e Previdência Social assinada ou qualquer documento que comprovasse o vínculo de emprego. “Eles também não possuíam descanso semanal e estavam disponíveis para o trabalho a qualquer hora do dia, ficando exposto à sobrecarga de trabalho e excesso de jornada. Também não eram fornecidos equipamentos de proteção individual, nem exames médicos admissionais, periódicos e demissionais”, contou o órgão em nota.

Além da falta de vínculos empregatícios, o MPF conta que os trabalhadores eram mantidos em ambiente insalubre. “Dividiam o espaço de um cubículo de 6m², sem qualquer ventilação. As instalações sanitárias também eram precárias, sem água, papel higiênico ou recipiente para a coleta de lixo”, informou.

Além disso, o órgão federal conta que os alimentos e objetos pessoais dos trabalhadores ficavam expostos à ação de moscas, insetos e roedores, sendo que as camas ficavam ao lado de sacos de ração para gado. “Não havia, também, o fornecimento de água potável, a água que lhes era oferecida era a mesma usada para o banho dos animais”, concluiu.

Por estar localizado em área da união, o espaço foi desocupado e a área demolida no final de 2013. No período, o espaço era utilizado para atividades relacionadas à criação de cavalos, com 63 baias, estando 50 delas ocupadas por equinos de diversos proprietários.

A reportagem não conseguiu encontrar o presidente do empreendimento nesta sexta-feira (5).

Conquista: MPF denuncia homem por manter pessoas em trabalho escravo
Trabalhadores dividiam moradia com animais, diz MPF (Foto: Divulgação / MPF-BA)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: G1

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