Caso de coronavírus em Teixeira: em entrevista, professora Brasília pede menos ódio 

Amostras da professora Brasília e da esposa do infectado foram recolhidas hoje. Foto reprodução

Na manhã desta terça-feira, 24 de março, foi coletado o material da mãe e da esposa do paciente de 32 anos que está com Covid-19, o novo coronavírus, em Teixeira de Freitas. As amostras foram enviadas ao Lacen de Salvador e em breve os resultados serão divulgados; a esposa do infectado está grávida de 7 meses.

Assim que o resultado foi divulgado, há dezenas de postagens de pessoas comentando sobre um possível comportamento do homem que testou positivo. São relatos de sua presença, com a mãe e a esposa, em supermercados, ou, ele em um bar de muito movimento na cidade, dentre outras falas.
Diante do momento delicado, sua mãe, a professora Francisca Brasília, representante da APLB Sindicato no Extremo Sul, concedeu, por telefone, uma entrevista à Rádio Câmara na manhã desta terça-feira, onde afirmou que o momento é de solidariedade e não de ódio e revolta.

A declaração feita pela educadora se refere a estas acusações de suposta negligência acompanhadas de mensagens de ódio publicadas nas redes sociais.

Brasília explicou durante a entrevista que esteve em pelo menos duas reuniões a trabalho nos últimos dias, mas que, ao contrário do que estão postando, foi uma semana antes do contato com o filho.

Ela disse, ainda, que tomou todos os cuidados possíveis, também durante a ida ao supermercado, seguindo as recomendações de higienização da Organização Mundial de Saúde.

Outro esclarecimento durante a entrevista, foi com relação ao áudio que circulou na noite anterior, logo após a confirmação do caso, que não teria sido gravada pelo paciente infectado.

Brasília ressaltou que não houve irresponsabilidade e voltou a destacar que as acusações e discursos de ódio só atrapalham. “Espero que as pessoas não passem pela angústia que estou passando”, ressaltou a professora.

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