Cachorros podem identificar pessoas infectadas pelo novo coronavírus

Pesquisadores alemães declaram que cães podem farejar pessoas infectadas com o novo coronavírus (Foto: Pixabay)
Pesquisadores alemães declaram que cães podem farejar pessoas infectadas com o novo coronavírus (Foto: Pixabay)

Pesquisadores alemães publicaram, na quinta-feira (30), um estudo na revista científica BMC Infectious Diseases indicando que cães podem farejar pessoas infectadas com o vírus Sars-CoV-2, causador da Covid-19. De acordo com a pesquisa, animais treinados podem aprender em uma semana como diferenciar indivíduos que têm o novo coronavírus dos que não têm.

Segundo os especialistas, o treinamento poderia ser aplicado em espaços públicos com grande circulação, como aeroportos, eventos esportivos, fronteiras e até mesmo em laboratórios, ajudando a conter a propagação do vírus ou mesmo novos surtos.

Para realizar o estudo, a equipe utilizou oito cães especializados em detecção de odores. Após o treinamento, os animais conseguiram identificar corretamente 94% das 1.012 amostras de saliva ou secreção da garganta de pessoas com Covid-19. Eles foram capazes de discriminá-las com sensibilidade média (detecção de amostras positivas) de 83% e especificidade (detecção de amostras de controle negativo) de 96%.

Esther Schalke, especialista em comportamento veterinário das forças armadas alemã, afirmou, em nota, que a detecção de cheiro nos cachorros é muito melhor do que se pode imaginar “No entanto, ficamos surpresos com a rapidez com que nossos cães poderiam ser treinados para detectar amostras de indivíduos infectados pelo Sars-CoV-2”, afirma.

Já se sabe que doenças respiratórias infecciosas podem liberar compostos orgânicos específicos. Assim, esses resultados podem ser um ponto de partida para entender como esse padrão pode ser usado para futuras estratégias de testagem. “Nós construímos uma base sólida para estudos futuros explorarem o que os cães fazem e se eles podem ser usados ​​para discriminar também entre diferentes estágios de doenças”, explica Holger A. Volk, presidente do departamento de medicina e cirurgia de pequenos animais da Universidade de Medicina Veterinária de Hannover.

Fonte: Galileu

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