Boas práticas para o ano novo

“Senhor, tu és o nosso refúgio, sempre, de geração em geração. Antes de nascerem os montes e de criares a terra e o mundo, de eternidade a eternidade tu és Deus.” (Salmos 90.1-2)

“Boas práticas” é uma expressão que ocupou bastante meus diálogos durante o tempo em que trabalhei no contexto bancário. Num mundo complexo e cheio de riscos, “boas práticas” são ações que visam minimizar perdas e maximizar ganhos. Interessante, não?! Elas exigem investimento, mas oferecem retorno e são auto-sustentáveis, ou seja, se pagam. Na vida também precisamos buscar “boas práticas”. Elas são indispensáveis para que a vida siga bem e nos retorne o melhor. Na higiene, na alimentação, nos cuidados com o corpo, com a mente e muitas outras. Elas precisam ser aprendidas e tornarem-se um hábito – eis o segredo. Porque, ou as “boas práticas” tornam-se nosso hábito ou as más se tornarão, para nosso próprio prejuízo, nosso vício. O que seria de sua saúde bucal se não tivesse desenvolvido o hábito de escovar os dentes!

As “boas práticas” para a vida definem nossa espiritualidade, nosso mundo interior, o sentido da vida que levamos. As muitas religiões, filosofias e ciências se apresentam como fornecedoras de boas práticas. O que cremos e o que não cremos sobre a vida revelam de quem somos clientes. E no mundo das “boas práticas” existem as “melhores práticas”, que são as que se revelaram de fato efetivas. Quais seriam a “melhores práticas” para a vida? O cristianismo diz que é a vontade de Deus. Não qualquer deus, mas o Deus pessoal e amoroso que tudo criou e é o dono da histórica. O Deus que se revela, cuja vontade é boa, agradável e perfeita! Mas, como podemos conhecer a vontade de Deus e experimentá-la?

A experiência com a vontade de Deus exige o desconforto da fé e a coragem da entrega. Fé numa pessoa história e eterna – Jesus Cristo – uma fé que leva à rendição. A partir desse começo, podemos contar com dois livros de apoio: a Bíblia e a vida. Precisamos aprender a ler os dois e não podemos desprezar nenhum. Se desprezarmos um, leremos errado o outro. Em 2015 continuaremos a buscar as “melhores práticas” para a vida em nossas meditações. A primeira lição do ano é lembrar-se de Deus, o Deus que existe desde sempre. Que é refúgio para nós. Não devemos viver sem esse refúgio pois todos os sonhos com que estamos iniciando o ano podem dar em nada, mesmo que sejam alcançados. Devemos começar com Ele e com Ele, seguir em frente. Assim começaremos bem.

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