Bancos: usuários se irritam com precariedade do autoatendimento

Por Susana Ferreira/OSollo

Durante a primeira semana do mês de julho, período que se costuma utilizar com maior frequência os serviços bancários, entrevistamos usuários do autoatendimento dos principais bancos instalados em Teixeira de Freitas. Irritados os usuários alegaram perder muito tempo, por conta do mau funcionamento dos equipamentos – esta queixa encabeça a lista das reclamações.

“Para um banco com porte deste aqui isso não podia estar acontecendo, a gente chegar aqui e encontrar a maioria dos caixas tudo com defeito. Já aconteceu outras vezes, isso é constante”, declarou Florêncio Anacleto da Silva Filho que tentava utilizar o autoatendimento na segunda-feira (03) pela manhã, na Caixa Econômica Federal – CEF situada à Av. Getúlio Vargas, bairro Bela Vista.

O cliente reclamou também da falta de envelopes para depósitos: “Teve um dia que não tinha nenhum, como estava com pressa fui embora, precisei voltar outro dia”. Ao menos naquele momento havia alguns envelopes disponíveis no balcão. Com relação ao autoatendimento da agência da CEF localizada no Centro de Teixeira de Freitas, o entrevistado afirmou “lá sempre tem caixas parados”.

Seguimos para agência da CEF indicada pelo entrevistado, mais usuários transtornados. Na fila encontramos Fernando Souza de Jesus cronometrando 30 minutos de tentativas para realizar um saque. “Já tentei fazer em quatro caixas (terminais), dá erro de leitura, outros param de funcionar ou então o cartão trava”, relatou. Ao contrário de grande parte dos usuários, ele disse ter reclamado. “Na semana passada, perdi 40 minutos até conseguir sacar, fui lá dentro da agência e reclamei. Mas, não adiantou nada, disseram que início de atendimento era assim mesmo”.

Ao ouvir tal explicação entende-se porque aos finais de semana a situação se agrava. Um cliente relatou que em um sábado, poucos terminais realizavam saques e alguns sequer reconheciam o cartão. Aliás, o chamado erro de leitura faz parte da rotina dos usuários da CEF. Percorrer os terminais um a um, até efetuar a operação desejada tem sido a saída.

Tentamos falar com a gerência das respectivas agências, porém, recebemos a informação de que “A Caixa Econômica Federal – CEF não permite que os gerentes deem entrevista sem autorização da superintendência regional instalada em Ilhéus-BA”. O jornal O Sollo encaminhou a referida solicitação, até a data de fechamento desta matéria não obtivemos retorno.

A situação do autoatendimento nos outros bancos 

Débora Resende dos Santos trabalha no Centro, próximo à agência do Bradesco, onde efetua o pagamento de boletos pessoais e da empresa. Operação simples que deveria ser feita com agilidade, mas a realidade é outra. “Para mim, o autoatendimento lá é horrível. As máquinas nunca funcionam direito”, reclamou, durante entrevista no último dia 06. E o pior, disse que dentro da agência, quando se dirige aos caixas “é capaz de ficar o dia todo para se pagar uma conta”.

Um funcionário da área administrativa que nos atendeu na agência do Bradesco situada no Centro, no último dia 10, informou que a gerência necessita de autorização para conceder entrevista O que não ocorreu até o fechamento desta edição. Nesta ocasião, do total de 16 terminais do autoatendimento, dois não funcionavam.

Vale a pena destacar, em Teixeira de Freitas o tempo máximo permitido para espera de atendimento bancário nos caixas que atendem dentro das agências é de 30 minutos nos dias normais, conforme a Lei Municipal 314/03 de 29 de dezembro de 2003. Os usuários podem registrar as reclamações na secretaria municipal de Finanças através do telefone (73) 3011-0300. Não legislação municipal referente ao autoatendimento bancário.

Neste panorama desolador do precário autoatendimento oferecido à população teixeirense, surgiram os nomes de duas instituições elogiadas pelos usuários: a agência do Banco Itaú e a do Banco do Brasil, ambas localizadas à Av. Getúlio Vargas, respectivamente, no bairro Monte Castelo e no Centro.

Daniel Rocha da Silva utiliza o autoatendimento com frequência. “Considero bom o funcionamento dos caixas eletrônicos, sempre que preciso estão funcionando, nunca me deixaram na mão”.

Adma Cury, usuária do Banco do Brasil, mostrou-se satisfeita por motivo similar. “As máquina funcionam bem, faço os meus pagamentos sem qualquer problema. Tanto que, praticamente, nem vou mais aos caixas internos da agência”, contou.

 

 

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