Bancários mantêm greve na Bahia após nova assembleia em Salvador

Categoria se reuniu na noite desta segunda-feira (30), na capital baiana.

‘Aguardamos que a Fenaban nos chame para a conversa’, afirma diretor.

Assembleia foi realizada na noite desta segunda, no ginásio dos bancários (Foto: Manoel Porto/ Sindicato dos Bancários)
Após nova assembleia, realizada na noite desta segunda-feira (30), em Salvador, os bancários reafirmaram a greve da categoria na Bahia. Segundo Adelmo Andrade, diretor de Comunicação do sindicato, o encontro de pouco mais de uma hora intensificou a força do movimento. “A categoria segue em greve enquanto aguarda que a Fenaban [Federação Nacional dos Bancos] chame para a conversa”, diz.

A greve começou no dia 19 de setembro na Bahia. Na quinta-feira (26), os bancários também realizaram assembleia para avaliar o movimento grevista. No encontro foram discutidos organização e nível de mobilização da categoria. A paralisação está mantida por tempo indeterminado.

“Até o momento, não tem proposta por parte dos banqueiros e a gente tem denunciado isso. A intransigência é dos banqueiros. A greve é muito forte. As agências não têm segurança, a saúde atormenta a nossa classe, por conta da pressão diária. A ganância fala mais alto”, disse.

A categoria quer reajuste salarial de 11,93% (5% de aumento real além da inflação), Participação nos Lucros e Resultado (PLR) de três salários mais R$ 5.553,15 e piso de R$ 2.860. Pede, ainda, fim de metas abusivas e de assédio moral que, segundo a confederação, adoece os bancários.

O que os bancos oferecem

Segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), a proposta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) é de reajuste de 6,1% (inflação do período pelo INPC) sobre salários, pisos e todas as verbas salariais (auxílio-refeição, cesta-alimentação, auxílio-creche/babá etc). A proposta e de PLR de 90% do salário mais valor fixo de R$ 1.633,94, limitado a R$ 8.927,61 (o que significa reajuste de 6,1% sobre os valores da PLR do ano passado), além de parcela adicional da PLR de 2% do lucro líquido dividido linearmente a todos os bancários, limitado a R$ 3.267,88.

Com uma semana de paralisação, a greve, que começou na última quinta-feira (19), atinge 49,2% das agências, considerando 21.500 agências no país.

Greve

Os bancários que atuam na Bahia aderiram ao movimento nacional da categoria e deflagraram greve desde a quinta-feira (19) em todo o estado.

Segundo o presidente do Sindicato dos Bancários na Bahia, Euclides Fagundes, os pleitos da categoria têm abrangência nacional. “São as mesmas reivindicações. Todos os serviços estão suspensos, mas é claro que há alternativas pela internet. Ainda é cedo para avaliar, mas a expectativa é de que os cerca de 17 mil bancários da Bahia participem da greve”, afirmou o sindicalista.

 

 

Fonte: G1

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