Bahia: Professores de quatro universidades estaduais paralisam atividades

‘Greve de advertência’ começou nesta quarta (17) e segue até sexta-feira.

Integrantes da categoria estão acampados na Assembleia Legislativa da BA.

(Foto ilustrativa)
Quatro universidades estaduais paralisaram as atividades por três dias, entre elas, a Universidade do Estado da Bahia (UNEB), a Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), a Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) e Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb). Um protesto acontece na manhã desta quarta-feira (17) com os integrantes da categoria que estão acampados em frente a Assembleia Legislativa, no Centro Administrativo da Bahia, em Salvador.

A greve é de advertência, segundo Onildo Araújo da Silva, chefe de gabinete da reitoria da UEFS, e começou nesta quarta-feira (17), com previsão de continuar até a sexta-feira (19). De acordo com Araújo, o motivo da paralisação é a redução orçamentária do governo baiano para as instituições. A semana de mobilização começou na segunda-feira (15). “Não existe autonomia para universidades e a folha de pagamento é feita pela secretaria, não temos autonomia com este recurso”, afirma.

De acordo com a Associação de Docentes das Universidades da Bahia, aproximadamente, os valores reduzidos de 2014 em relação a 2013 foram R$ 12 milhões e, agora, a previsão é reduzir em mais de R$ 7 milhões em 2015 em relação a 2014.

A Secretaria de Educação da Bahia, por outro lado, contesta os argumentos do movimento docente estadual.

A pasta nega redução na verba direcionada para as instituições. “O orçamento previsto para 2015 é de R$ 1.126.500.000,00, o que representa um incremento de 10,3% em relação ao orçamento de 2014, que foi de R$ 1.021.537.000,00”, apontou, em nota. Além disso, a Secretaria afirma que foi aprovada uma suplementação orçamentária no valor de R$ 7,8 milhões para as quatro universidades. “O anúncio foi feito durante reunião entre as Secretarias da Educação e da Administração com os reitores e o recurso deverá estar disponível a partir desta quarta-feira (17/09)”, aponta. Por fim, o governo fala sobre a independência na gestão do orçamento. “As universidades têm autonomia para administrar os seus recursos, de acordo com suas necessidades administrativas”, informa.

 

 

 

Fonte: G1

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