APLB anuncia paralisação seguida de greve; Secretaria de Educação se diz surpresa com a notícia

Professores durante assembleia dia 8 de junho. Foto APLB

Segundo o blog da APLB/Sindicato, a informação que circula nas redes sociais sobre paralisação e greve geral dos professores de Teixeira de Freitas é verdadeira. “O impasse entre a gestão e os educadores ocorreu quando o atual prefeito Temóteo Brito (PSD) não compareceu à mesa de negociações que ocorreu no gabinete da Prefeitura Municipal de Teixeira de Freitas na tarde de quarta-feira (06/06) com os representes da categoria. Entre eles a direção da APLB – Sindicato, Conselho Municipal de Educação, cuidadores e merendeiras”, diz o texto do blog. No entanto, em nota divulgada nesta manhã de terça-feira, 12 de junho, a Secretaria de Educação e Cultura, dentre outras coisas, afirma que a referida reunião do dia 6 de junho “foi suspensa a pedido da própria APLB”.
Entre os pontos reivindicados pela categoria está a mudança na data de pagamento, que, antes, era até o último dia útil do mês, e, agora, é até o quinto dia útil, como em empresas privadas. “Outra coisa que deixa a categoria extremamente insatisfeita está sendo o atraso na data do pagamento, que deve ser feito até o último dia útil do mês, e este pagamento está se estendendo até o quinto dia útil do mês, novamente ele está quebrando uma tradição, uma cultura, em que as pessoas se planejam…e pagando com atraso gera juros”, disse. Brasília critica o não pagamento da parcela do décimo terceiro em junho. “Muita gente faz compromisso, porque é uma cultura de muitos anos a prefeitura pagar o décimo terceiro em junho”, detalhou.
A classe reivindica, também, melhorias para as merendeiras, bem como, qualidade na merenda oferecida, pois, “não tem coisa que dá mais pesar no professor que ele ver bebe de creche ou criança de um ano ou três anos comendo arroz com carne de soja puro”, contou professora Brasília.

Coordenadora da APLB-Sindicato, Brasília Marques. Foto APLB

Brasília afirma que embora o reordenamento escolar apoiado pela classe não tenha ocorrido da maneira como deveria – com “audiência pública, segundo, chamar as escolas que seriam remanejadas, discutir com os pais, chamar os professores, e nada disso foi feito” – ela declara que a prefeitura economizou, o que deveria ajudar na situação dos professores. A coordenadora ainda explica que este ano é o menor índice de reposição do piso desde 2015, apenas 6,81, no entanto, nunca na história, chegaram até junho sem receber.
“São várias coisas que têm causado insatisfação na categoria e que têm levado à discussão e a administração não tem resolvido nada, então, levamos à assembleia, e ficou decidido fazer uma paralisação de alerta nos dias 19 e 20, que eu considerei uma posição coerente da categoria, pois o prefeito tem vários dias para negociar conosco, estamos dando um tempo para que o prefeito tome uma posição nesse sentido, ou seja, a categoria não está sendo radical, se é uma lei, não teria nem o que está discutindo, lei a gente cumpre , não se discute”, disse. “Ele tem como evitar a paralisação negociando com a gente até dia 18, que dá tempo da gente e tomar uma posição, se ele negociar, não tem porque ter a paralisação. Se ele não negociar até dia 18, ele ainda tem durante a paralisação, dias 19 e 20, depois disso, ele ainda tem 72h, e depois será declarada greve geral”, explicou Brasília.
Segundo ela, sindicato não gosta de greve. “Nossa postura é negociar, greve é ruim para todos, queremos é ver as crianças na escola estudando, com professores valorizados, satisfeitos, com merenda de qualidade e trabalhador satisfeito com a gestão”, finalizou.
Entretanto, em coletiva de imprensa em maio, o secretário de Educação e Cultura, Hermon Freitas, havia reafirmado o compromisso do diálogo com a categoria para que tudo fosse ajustado. No começo do ano, ele explicou a situação financeira do município e a necessidade urgente do reordenamento, pois a educação padecia financeiramente, tanto que a categoria apoiou a medida – inda que não tenha sido executada à contento, como afirma a coordenadora da APLB, atualmente. Quanto à merenda, o prefeito Temóteo Brito foi enfático e direto ao dizer que não permitiria que faltasse merenda em nenhuma escola de Teixeira, portanto, acredita-se que o diálogo com a categoria evitará a greve, que tem um efeito muito negativo, sobretudo sobre o alunado.
A Secretaria de Educação e Cultura em nota divulgada esta manhã afirma ter recebido com surpresa a notícia da paralisação de advertência seguida de greve por parte da APLB, pois, segundo a Pasta, as negociações têm ocorrido e a administração municipal cumprido com suas obrigações legais para com todos os servidores.

Veja nota na íntegra

 

 

Comente!

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui