Agroindústria invadida em Correntina divulga nota de esclarecimento

No último dia 2 mais de mil pessoas invadiram e ocuparam duas fazendas em Correntina, no Oeste do Estado. Na ocasião, maquinários foram destruídos e os invasores atearam fogo em um galpão de uma das propriedades em protesto contra a irrigação usada nas fazendas.

Grupo diz que irrigação das fazendas tem causado falta de água energia na região (Foto: Divulgação/Polícia Militar)

AS fazendas pertencem a uma agroindústria, Lavoura e Pecuária IGARASHI, que, em nota, afirmou que foi vítima de uma ato de vandalismo e que  “suas instalações no Município de Correntina, Estado da Bahia, foram ilegal e arbitrariamente invadidas por indivíduos que, arrebentando cercas, ateando fogo nas instalações, destruindo maquinários, todo sistema de energia, tratores, ameaçando seus colaboradores, promoveram um ato de vandalismo injustificável e criminoso, ferindo, inclusive, um de seus colaboradores”, diz trecho da nota à imprensa.

Segundo os invasores, a irrigação está secando o rio e provocando queda de energia. A Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia divulgou nota em que  diz ser a favor de manifestações, mas sem atos de vandalismo e informou que o protesto não tem embasamento técnico, já que a falta de água está ligada ao clima na região.

Nas propriedades da Igarashi são cultivados e fornecidos para a Bahia e o Nordeste batata, alho, cenoura, feijão, tomate, cebola, dentre outros alimentos, “tudo para consumo interno, sob rigorosos padrões de conservação ambiental e forte investimento em tecnologia, que possibilita o uso sustentável dos recursos naturais”, segundo a nota.

As fazendas foram desocupadas no mesmo dia, após intervenção da Polícia Militar, antes, o grupo ainda realizou outros protestos fechando vias da cidade. A empresa não divulgou o valor estimado do prejuízo.

Confira nota na íntegra abaixo:

Comente!

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui