Adab apreende mudas cítricas em Teixeira; órgão explica importância da fiscalização no Estado

Adab apreende mudas cítricas em Teixeira; órgão explica importância da fiscalização no Estado. Fotos: SecomBA

Na segunda-feira (21), as equipes da Agência Estadual de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab) atuaram em Teixeira de Freitas, quando foram apreendidas 92 mudas cítricas e depois destruídas; um vídeo gravado por populares viralizou nas redes sociais, com críticas à ação do órgão estadual.

Entretanto, a Adab explica que o estado é o segundo em área plantada com cítricos e exporta frutos frescos para diversos países com regras rigorosas para entrada de produtos e, gera, a partir dos 38 mil hectares, cerca de 100 mil empregos diretos e indiretos. Para preservar o diferencial do estado que se mantém livre de pragas importantes na lavoura, a Adab investe no monitoramento e fiscalização de sementes, mudas, estacas e borbulhas, material propagativo de doenças e que podem contaminar os plantios. Em vários pontos do estado, nas barreiras fixas e móveis,ou no comércio, as vendas têm sido fiscalizadas, como ocorreu em Teixeira e o vídeo que mostra a ação viralizou nas redes sociaias.

Sobre o episódio em Teixeira, o fiscal estadual agropecuário Epaminondas Peixoto explica que “as mudas eram oriundas de Minas Gerais, estado com ocorrência de pragas regulamentadas e que até o momento a Bahia é zona livre”.

A coordenadora do Projeto Fitossanitário dos Citros, dra. Suely Brito, detalha que “a ocorrência de doenças como a HLB dos citros (Greening) e Cancro Cítrico está amparada pela legislação que obriga a erradicação de árvores, como aconteceu em São Paulo que teve que erradicar o equivalente a três vezes e meia o tamanho do parque citrícola baiano por causa do Greening, entre 2008 e 2019, portanto, ainda merecendo atenção de todos. Ou seja, foram eliminadas 55 milhões de árvores adultas. Os prejuízos são incalculáveis para a economia, o desemprego se multiplica e o meio ambiente é duramente atingido”.

Estratégia

Nesta terça (22) as equipes estão atuando no Posto do Rosário, divisa com Goiás, Território da Bacia do Rio Corrente e por onde entram diariamente no estado, dezenas de toneladas de cargas agropecuárias.

“A sanidade e qualidade são fundamentais para preservação do patrimônio fitossanitário e consequente produção de alimentos seguros, e que estejam compatíveis com a exigência dos mercados importadores internacionais” diz o responsável técnico de Trânsito Vegetal, Uilian Almeida.

“A maior estratégia de enfrentamento para HLB e Cancro Cítrico é o plantio de mudas sadias e de origem fitossanitária comprovada para evitar que o material propagativo esteja infectado pelas bactérias de forma assintomática e cause grandes estragos por aqui”, ressalta o diretor-geral da ADAB, Maurício Bacelar.

“A defesa agropecuária é uma política pública que pressupõe a responsabilidade compartilhada, por isso chamamos atenção da população para entender a questão e defender as cadeias produtivas do estado, não somente agricultores, transportadores e comerciantes de frutos e mudas, mas também a sociedade”, destaca Suely Brito.

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