15 de outubro: dia para apostar em um país transformado pela educação com respeito ao professor

Foto ilustrativa

E no Dia dos Professores cabe, mais uma vez, lembrar que, no Brasil, tem aumentado os índices de violência em sala de aula, tendo o professor como vítima. Além disso, há perseguições políticas – um tipo de crime que parece estar arraigado na mente dos detentores do poder –, e, por isso, expor sua opinião pode culminar em sua demissão, ou, em casos mais graves, homicídio.

Professores Álvaro Henrique Santos e Elisney, membros da APLB de Porto Seguro, assassinados, numa emboscada, em 2009. Foto reprodução internet

Em setembro de 2009, os professores Álvaro Henrique Santos e Elisney, membros da APLB de Porto Seguro – o primeiro era presidente e o segundo secretário, foram assassinados. Quatro homens invadiram o sítio da mãe de Álvaro e mantiveram-na e um irmão do professor como reféns, exigindo a presença dele no local. Quando o presidente da APLB Porto Seguro chegou, acompanhado do amigo Elisney, foram recebidos a tiros. Álvaro chegou a ser socorrido para o Hospital Luís Eduardo Magalhães e passar por cirurgia, mas não resistiu aos ferimentos.

De acordo com o Ministério Público, Álvaro Henrique, que era presidente do Sindicato dos Professores, tinha feito denúncias contra a administração municipal, como desvio de verbas e funcionários fantasmas. A categoria tinha entrado em greve dois dias antes da emboscada.

Mais de vinte testemunhas foram ouvidas sobre o caso, no qual os envolvidos são Edésio Lima, ex-secretário de Governo e Comunicação da cidade, apontado como mandante do assassinato, e os três policiais: Sandoval Barbosa dos Santos, Joilson Rodrigues Barbosa e Geraldo Silva de Almeida. Todos chegaram a ficar presos, mas, foram soltos. Hoje, desfilam por aí de salto alto, pois olham para nós de cima, do posto de inatingíveis. Tripudiam sobre a face da Justiça e corroboram ao sentimento de impunidade que toma todo o país.

Neste dia 15 de outubro, infelizmente, o professor tem mais o que se preocupar do que comemorar. Entretanto, essa é a profissão da esperança e resiliência, por isso, mestres, não desanimem, a educação, de certo, ainda vencerá a ignorância no Brasil.

 

 

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